Os Estados Unidos confirmaram nesta quinta‑feira (8) que a execução do ex‑militar Nidal Malik Hasan será transmitida ao vivo, podendo se tornar a primeira execução pública no país em noventa anos.
A informação foi divulgada pelo Pentágono, por meio do Departamento de Defesa, que informou que a pena está prevista para o dia 3 de dezembro, após autorização do presidente Donald Trump. O governo ainda não revelou por qual canal a transmissão será feita.
Em entrevista ao canal Real America’s Voice News, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que a execução será realizada por um pelotão de fuzilamento e que o público poderá acompanhar o ato. “Ele será executado por um pelotão de fuzilamento, como deve ser, e vamos garantir que as pessoas possam testemunhar isso, que seja público”, declarou Hegseth, acrescentando que a transmissão é necessária para que a sociedade compreenda as graves consequências desses crimes.
A pena ainda pode ser adiada caso a defesa apresente recurso, como um pedido de habeas corpus.
Hasan, psiquiatra do Exército, foi condenado pelo atentado à base de Fort Hood, no Texas, ocorrido em novembro de 2009, que deixou 13 mortos – 12 militares – e 32 feridos, a maioria também pertencentes às forças armadas. Sentenciado em 2013, ele alegou que agiu para proteger muçulmanos e o Talibã e para impedir o envio de tropas americanas ao Afeganistão.
Caso seja efetivada, a execução marcará a primeira execução pública desde 1936, quando Rainey Bethea foi enforcado diante de cerca de 20 mil pessoas em Owensboro, Kentucky. Também será a primeira execução militar em 67 anos, a última ocorrida em 1961, com o soldado John Bennett, condenado por estupro e tentativa de homicídio de uma menina austríaca em 1954.



