Aumento de áreas específicas para gestão racial
O Diagnóstico de Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), apontou crescimento expressivo das políticas de equidade racial nas escolas municipais e estaduais do país. O levantamento, realizado a cada dois anos, aplicou 44 questões para mapear a execução de políticas de Educação para as Relações Étnico‑raciais (ERER) na educação básica.
Investimento e institucionalização
Nos investimentos em financiamento, as escolas das redes municipais quase dobraram seu índice, atingindo 39,9. Já a institucionalização – medida que indica a incorporação da pauta étnico‑racial à estrutura orgânica, legal e de planejamento das secretarias de educação – registrou avanços significativos: o índice municipal subiu de 38,7 em 2024 para 55,8 em 2026, enquanto o estadual passou de 84,6 para 93,9.
Protocolos contra racismo e injúria racial
A adoção de protocolos para casos de racismo ou injúria racial também aumentou. Na rede estadual, a taxa subiu de 59 % para 93 %; na rede municipal, o avanço foi de 36 % para 53 %.
Diferenças entre redes municipal e estadual
Embora a rede estadual apresente índices mais elevados em todas as categorias, a municipal demonstrou crescimento considerável nos mesmos períodos, reduzindo a distância entre os dois cenários.
Áreas com menor avanço
As práticas de gestão foram as que apresentaram menor progresso entre 2024 e 2026. Os pontos mais deficitários foram os incentivos à implementação da ERER e a inclusão desses conhecimentos nos processos seletivos de professores e diretores. No período, o percentual de redes estaduais que passaram a incluir avaliação na escolha da gestão escolar aumentou de 44 % para 74 %.
Fonte: Diagnóstico de Equidade 2026 – Ministério da Educação



