Médicas brasileiras conhecem a complexa estrutura de pesquisa da Pierre Fabre

Amanda Meirelles vê de perto a origem da água termal.

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Quando um paciente aplica um creme, uma água termal, um sérum ou um protetor solar no rosto, dificilmente imagina a complexa estrutura necessária para que aquele produto chegue às suas mãos. Por trás de cada fórmula existem décadas de pesquisa, rigorosos estudos clínicos, tecnologias de ponta e, em alguns casos, processos naturais que levam séculos para acontecer. A médica e comunicadora Amanda Meirelles e a dermatologista Dra. Alexandra Aseka tiveram a oportunidade de conhecer toda essa estrutura durante uma imersão no sul da França, visitando as instalações dos Laboratórios Pierre Fabre, a empresa por trás das marcas Avène, Darrow e Ducray.

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Ao longo da visita, elas conheceram centros de pesquisa em dermocosméticos e oncologia, laboratórios de desenvolvimento de ativos, o Conservatório Botânico, o Centro de Tratamento da Estação Termal e também a fábrica de Avène.

Da biodiversidade para a inovação

De acordo com as médicas, um dos pontos altos da imersão foi a visita ao Conservatório Botânico Pierre Fabre, considerado uma das mais importantes estruturas privadas dedicadas à pesquisa de ativos vegetais da Europa. O local reúne mais de 18 mil amostras de plantas provenientes de diferentes partes do mundo, incluindo espécies já extintas. Cada uma passa por análises detalhadas conduzidas por equipes multidisciplinares que investigam possíveis aplicações para diferentes condições de saúde, incluindo doenças dermatológicas e pesquisas relacionadas à oncologia.

“É impressionante perceber como a biodiversidade ainda guarda respostas para desafios que enfrentamos diariamente na medicina. Tivemos contato com pesquisas extremamente avançadas e conhecemos amostras raríssimas, algumas preservadas há décadas, que continuam contribuindo para novos estudos. Isso mostra como ciência e natureza podem caminhar juntas”, destaca Alexandra.

Outro momento marcante da viagem foi a visita à Estação Termal Avène, localizada na pequena vila de Avène-les-Bains, no coração do Parque Natural Regional do Haut-Languedoc.

Muito além da origem da famosa água termal presente nos produtos da marca francesa, a estação é reconhecida internacionalmente como um importante centro de tratamento dermatológico. Todos os anos, cerca de 2.800 pacientes de mais de 30 países passam pelo local para programas de hidroterapia voltados ao tratamento complementar de doenças de pele como dermatite atópica, eczema, psoríase, sequelas de queimaduras, cicatrizes e efeitos colaterais de tratamentos oncológicos.

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A estrutura chamou a atenção das médicas pela combinação entre acompanhamento médico, protocolos individualizados e uso terapêutico da água termal.

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“A gente costuma enxergar a água termal apenas como um ingrediente de skincare, mas conhecer a estação e ver pacientes que viajam de diversos países para realizar tratamentos dermatológicos muda completamente a percepção sobre sua importância”, afirma Amanda.

A própria origem da água é um diferencial. Após infiltrar-se no solo, ela percorre um trajeto subterrâneo de aproximadamente 50 anos pelas montanhas da região até emergir naturalmente na fonte Sainte-Odile. Durante esse percurso, ela entra em contato com uma bactéria exclusiva do bioma de Avène, chamada Aquaphilus dolomiae, que é a fonte das substâncias ativas responsáveis pelas propriedades calmantes, anti-inflamatórias e restauradoras.

“A pele é um órgão vivo, que responde constantemente ao ambiente, ao estresse, ao clima e aos hábitos de vida. Ver de perto pesquisas que respeitam os ciclos naturais reforça algo que acredito muito. Os melhores resultados surgem quando ciência e natureza trabalham juntas e quando entendemos e respeitamos esses processos, os benefícios tendem a ser mais duradouros, equilibrados e saudáveis. É a ciência potencializando aquilo que a natureza faz de melhor”, afirma Amanda Meirelles.

Para a Dra. Alexandra, a visita proporcionou uma nova perspectiva sobre os produtos que fazem parte da rotina de milhões de pessoas ao redor do mundo.

“Foi muito importante ver de perto como os produtos que indicamos para os pacientes são criados, estudados e produzido. Quando conhecemos toda a estrutura por trás de uma marca, entendemos ainda mais sobre o trabalho contínuo de pesquisa, inovação, controle de qualidade e acompanhamento científico. Além disso, conhecer as instalações de perto reforça a importância de desenvolver produtos que respeitem tanto a ciência quanto os processos da natureza, sempre com foco na saúde e no bem-estar dos pacientes”, conclui a dermatologista Alexandra.

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