Justiça de São Paulo suspende assembleia para reforma do estatuto do Corinthians

3 Min de Leitura
Créditos: Imagem/Divulgação

A Justiça de São Paulo determinou a suspensão da Assembleia Geral de associados do Corinthians, que estava programada para ocorrer no próximo dia 20 nas dependências do Parque São Jorge. O encontro tinha como pauta principal a votação da proposta de reforma do estatuto do clube, um tema de grande relevância para a governança interna da instituição. A decisão judicial impacta diretamente o cronograma previsto pela diretoria corintiana para as modificações estatutárias.

A interrupção do processo ocorreu por meio de uma decisão liminar proferida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Essa medida atende a um recurso apresentado por um grupo de associados do clube, que levantou questionamentos formais sobre a legalidade da tramitação da proposta de reforma do estatuto. A controvérsia judicial, portanto, gira em torno dos procedimentos adotados para a convocação e deliberação da assembleia.

Os associados que ingressaram com o recurso são Ademir de Carvalho Benedito, Alexandre Husni e Guilherme Gonçalves Strenger. Eles argumentam que houve um descumprimento de normas previstas no estatuto social do Corinthians durante o processo de convocação da assembleia. O TJ-SP, ao analisar a questão, encontrou indícios que sustentam as alegações dos requerentes, levando à determinação imediata de suspensão da reunião e dos efeitos do edital de convocação.

Na decisão que suspendeu a assembleia, o relator do caso destacou que, embora o mérito da ação ainda não tenha sido analisado de forma definitiva, os argumentos apresentados pelos associados possuem elementos suficientes para justificar a interrupção temporária. Os autores do recurso, por sua vez, sustentam que a decisão de primeira instância teria confundido duas etapas distintas no processo de reforma estatutária. Segundo eles, em novembro de 2025, o Conselho Deliberativo teria aprovado apenas a necessidade de discutir uma eventual reforma, e não um texto específico com mudanças já definidas.

Conforme o argumento dos associados, não havia anteprojeto, minuta ou texto-base formalmente apresentado aos membros do Conselho Deliberativo naquela ocasião, limitando a deliberação ao reconhecimento da promoção de uma futura atualização do estatuto. Com a decisão judicial, a assembleia fica impedida de ocorrer até que haja uma nova manifestação da Justiça, o que adia indefinidamente a votação da reforma estatutária e mantém a discussão sobre a governança do clube em compasso de espera judicial.

- Publicidade -
Compartilhe este artigo