A apresentadora e atriz Fernanda Lima abordou publicamente a divisão de despesas domésticas com seu marido, Rodrigo Hilbert, e a complexidade de discutir finanças. A revelação foi feita na última sexta-feira (10), durante sua participação no podcast “TerapiRa”, onde ela compartilhou suas perspectivas sobre a gestão financeira na vida pessoal e profissional, destacando um tabu que ainda permeia a sociedade e, por vezes, o próprio ambiente familiar.
Fernanda Lima contextualizou a conversa apontando uma dificuldade generalizada em se tratar de questões financeiras. Segundo a artista, há uma espécie de “vergonha” ou “insegurança” em discutir valores de mercado e, de forma mais íntima, a própria gestão do orçamento familiar. Essa relutância, segundo ela, não se restringe ao ambiente profissional, manifestando-se também dentro de casa, mesmo em relacionamentos de longa duração como o seu com Rodrigo Hilbert.
A apresentadora detalhou a dinâmica financeira do casal, explicando que, apesar de dividirem as contas, ocasionalmente um pode ter contribuído mais que o outro. Ela enfatizou a importância de se “apropriar mais” do assunto, especialmente em um casamento que já ultrapassa duas décadas. Essa abordagem para as finanças remete à sua própria criação, marcada pela valorização da independência feminina, uma lição transmitida por seu pai, que sempre a incentivou a ser autônoma e focada em construir seu próprio patrimônio.
Fernanda Lima relembrou o conselho paterno: “não te deslumbra, mas vai. Trabalha, constrói, junta”. Essa orientação a impulsionou a focar desde cedo em objetivos como a aquisição de casa própria, viagens, aprendizado de idiomas e a construção de sua própria reserva financeira. Ela confessou que essa dedicação precoce a fez “passar batido pela zoação da juventude”, algo que, embora tenha sentido falta na época, nunca gerou arrependimento, solidificando seu caminho de autonomia.
Em um posicionamento crítico, Fernanda Lima dirigiu-se às mulheres que, segundo ela, “estão esperando” por um homem rico. A apresentadora descreveu essa postura como “patética” e “triste”, alertando que, embora possa parecer uma solução inicial, na verdade representa o cerceamento da liberdade individual. Ela utilizou seu próprio histórico familiar, citando que sua avó, mãe e ela própria “casaram com homem pobre”, como um exemplo de valorização de outros aspectos além da riqueza material.
Para concluir, Fernanda Lima ofereceu orientações práticas para a independência financeira feminina. Ela sugeriu que as mulheres canalizem sua energia para a geração de renda própria, organizem seus gastos por meio de planilhas e evitem focar em sedução, compras de luxo ou busca por um casamento com fins puramente financeiros. A mensagem central da artista é a busca pela autonomia e pela construção de um futuro financeiro sólido por mérito próprio.



