Travis Kelce é citado como vítima de fraude de US$ 35 milhões nos EUA

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Créditos/Reprodução Internet

O astro da NFL Travis Kelce foi citado como uma das vítimas de um esquema de fraude estimado em US$ 35 milhões (cerca de R$ 184 milhões) nos Estados Unidos. O nome do jogador surgiu durante uma audiência realizada em um tribunal do Missouri no processo contra o empresário Siddharth Jawahar, apontado como o responsável pelo esquema.

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Kelce era um dos investidores do fundo Swiftarc Venture Labs Fund, criado pela empresa de investimentos Swiftarc Capital LLC, sediada no Texas e cofundada por Jawahar. A aplicação do atleta na gestora já havia sido mencionada em uma reportagem da revista Forbes em 2021. Até o momento, o jogador não se pronunciou publicamente sobre o caso.

Jawahar foi condenado a 11 anos de prisão após se declarar culpado de três acusações de fraude eletrônica. Segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, ele terá de pagar US$ 31,35 milhões (cerca de R$ 166 milhões) em restituição às vítimas do golpe.

De acordo com as autoridades americanas, a fraude começou em 2015, quando o empresário passou a alocar os recursos dos clientes da Swiftarc Capital LLC em uma única aplicação, a Philip Morris Pakistan. Quando o valor da aplicação começou a cair, Jawahar enganou os investidores ao afirmar que os aportes continuavam gerando lucros.

Entre julho de 2016 e dezembro de 2023, o executivo captou mais de US$ 35 milhões de investidores da Swiftarc, mas destinou apenas cerca de US$ 10 milhões para aplicações. O restante do dinheiro foi utilizado para pagar investidores antigos e financiar um estilo de vida classificado pelas autoridades como extravagante, que incluía viagens em jatos particulares, estadias em hotéis de luxo, apartamentos em Austin e Nova York, mensalidades em clubes privados, roupas de grife e refeições em restaurantes caros.

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Após ser indiciado, Jawahar ainda tentou instruir uma vítima sobre o que declarar ao FBI para obter um depoimento favorável. As investigações apontam também que o empresário mentiu sobre sua situação financeira e migratória, além de ter solicitado à própria irmã que apagasse remotamente o conteúdo de seu celular na tentativa de ocultar provas.

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