O ator Stênio Garcia foi hospitalizado no Rio de Janeiro na última terça-feira (28), data de seu aniversário. A internação ocorreu após o artista, de 94 anos, apresentar um quadro de estresse e mal-estar desencadeado por um conflito judicial e familiar com suas filhas. Os problemas de saúde tiveram início no domingo (26), culminando na necessidade de atendimento médico.
O mal-estar de Stênio Garcia foi intensificado após ele assistir a declarações de suas filhas, Cássia Garcia e Gaya Garcia, no programa “Domingo Espetacular”, da Record TV. A briga judicial entre o ator e suas herdeiras tem sido pauta de discussões nos últimos meses, envolvendo questões financeiras e acusações de abandono afetivo. A repercussão dessas declarações públicas teria provocado um pico de pressão no artista.
Segundo Luiz Mantovani, advogado de Stênio Garcia, o artista começou a se sentir mal no domingo (26), quando sua pressão arterial atingiu um pico. Apesar da equipe médica conseguir controlar a situação com medicação, o quadro de saúde se agravou na terça-feira (28), seu aniversário. O estresse acumulado resultou em sintomas como arritmia cardíaca, pressão alta e desregulação do açúcar no sangue, exigindo a hospitalização imediata.
Durante a entrevista televisiva, as filhas de Stênio Garcia alegaram que ele foi um pai ausente e que não demonstrava afeto. Elas também contestaram as afirmações do ator sobre sua suposta vulnerabilidade financeira, declarando que Stênio “não se encontra em nenhuma condição financeira vulnerável” e que é um “idoso de alto poder aquisitivo”. Em contrapartida, Stênio Garcia, que afirma viver com uma aposentadoria de pouco mais de R$ 7 mil e ter altos gastos com medicamentos, rebateu as acusações, expressando seu desapontamento com a “ingratidão” de suas filhas no dia de seu aniversário. Após ser estabilizado no hospital, ele optou por retornar para casa, onde se recolheu, conforme relatado por seu advogado.
Embora tenha recebido alta hospitalar, a situação de Stênio Garcia permanece sob alerta máximo. “Ele optou por ir para casa após ser estabilizado, mas seguimos em alerta máximo caso precise retornar à unidade hospitalar”, explicou Luiz Mantovani. O caso ressalta os delicados impactos de conflitos familiares e judiciais na saúde de idosos, especialmente quando expostos publicamente, e a importância do suporte e da estabilidade emocional em momentos de vulnerabilidade.



