Sócios de Virginia Fonseca na WePink são investigados por suspeita de lavagem de dinheiro

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Créditos/Reprodução Internet

Os empresários Samara Martins e Thiago Stabile, sócios da influenciadora Virginia Fonseca e do empresário chinês Chaopeng Tan na empresa WePink, são alvos de um inquérito da Polícia Civil de São Paulo que apura um esquema de lavagem de dinheiro, de acordo com reportagem da revista piauí assinada pelos jornalistas João Batista Jr. e Alessandra Medina.

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A investigação tem como alvo principal Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como “Japa do PCC” e viúva de Wagner Ferreira da Silva, o “Cabelo Duro”. O documento assinado pelo delegado Renato Mazagão Junior determina que Samara e Thiago se apresentem à Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Santos para prestar esclarecimentos sobre uma suposta “empreitada criminosa”.

Origem dos investimentos

O inquérito busca apurar se Karen Mori utilizou recursos provenientes do tráfico de drogas para investir no setor de beleza, em empresas de fachada e em negócios imobiliários. Em declarações à piauí, Karen afirmou ter realizado o investimento inicial de R$ 800 mil na Pink Lash — empresa que antecedeu a WePink — utilizando valor obtido com a venda de um automóvel de seu marido.

Ao ser questionada se a marca nasceu com recursos de uma liderança do PCC, Karen confirmou com “sim” e explicou o início da parceria: “Eu era uma cliente da Samara [Martins] , ela fazia os meus cílios. E, em determinado momento, propus fazermos essa sociedade, sendo 50% para mim e 50% para eles”. O relato embasou a inclusão dos empresários no inquérito policial.

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Sobre a relação com a influenciadora Virginia Fonseca, Karen mencionou ter conhecido a empresária durante ações publicitárias na Pink Lash. “Eu acho que encontrei a Virginia algumas vezes. Em 2020, quando a Virginia se mudou para Goiânia, enviamos uma poltrona rosa de presente. Também pagávamos passagem de avião para a nossa melhor funcionária ir fazer os cílios dela”, afirmou.

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Divisão societária e apurações paralelas

A respeito da criação da WePink, Karen afirmou que a participação da empresa era dividida em partes iguais de 33,3%. “A Samara e o Stabile entraram com o marketing, a Virginia, com a divulgação dos produtos através de suas redes sociais, e o chinês, com o dinheiro”, declarou.

Segundo o relato de Karen à revista, ela deixou a sociedade após o lançamento da WePink sob cobranças dos sócios. “Eles me falaram assim: ‘Ou você vende a sua parte para a gente ou decretamos falência’. Eu fui usada de escada, me dispensaram quando os chineses apareceram”, disse.

A reportagem da piauí informou ainda que a Polícia Federal conduz uma apuração separada referente a Virginia Fonseca, com foco na legalidade das operações financeiras da influenciadora e de suas empresas, bem como na origem dos recursos movimentados.

A defesa de Samara Martins e Thiago Stabile não respondeu aos contatos da reportagem da revista, e os empresários não manifestaram posicionamento público em suas redes sociais. O delegado responsável informou que não faz declarações sobre investigações em andamento.

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