Após 16 anos dedicados à vida pública, o senador Romário concedeu uma entrevista exclusiva ao jornal EXTRA, onde refletiu sobre os desafios e as peculiaridades do ambiente político brasileiro. Durante a conversa, o ex-jogador abordou as semelhanças e diferenças entre a política e o futebol, destacando a necessidade de lidar com a chamada “trairagem” no Congresso e a importância do trabalho coletivo para a aprovação de suas pautas.
No decorrer de sua trajetória como parlamentar, Romário revelou ter desenvolvido uma maior habilidade para contornar as adversidades inerentes ao cenário político. Segundo suas observações, o ambiente legislativo se mostra mais propenso a situações de deslealdade do que os campos de futebol, um fato que, por vezes, inclui a postura de próprios aliados. Contudo, ele enfatizou que tem conseguido utilizar sua experiência para avançar com propostas focadas na inclusão de pessoas com deficiência.
O senador detalhou sua percepção sobre a deslealdade, comparando diretamente as duas esferas: “Tem trairagem no futebol e na política também. Percentualmente, acredito que na política exista até mais traição do que no futebol”, afirmou Romário. Ele ressaltou, no entanto, que esses desafios não inviabilizaram seu trabalho, especialmente no que tange às suas principais bandeiras. “Mas, no meu caso específico, em relação às minhas pautas, propostas e projetos de lei, esses ‘traíras’ eram minoria. Então consegui passar bem por isso e, se Deus quiser, vou continuar conseguindo”.
Além da questão da lealdade, Romário traçou um paralelo significativo entre a natureza coletiva da política e do futebol. Para ele, ambos são “um jogo coletivo” onde o sucesso individual depende fundamentalmente da colaboração alheia. “Na política, no caso do Parlamento, vereador, deputado estadual, deputado federal, senador, você sempre vai precisar dos outros para que aquilo que você quer realizar aconteça”, explicou o parlamentar, evocando sua experiência como atleta.
Concluindo sua análise, Romário reiterou que a dependência mútua é um fator crucial em ambas as carreiras. “No futebol, eu jogava com mais dez, nove da linha e o goleiro. Eu precisava deles para fazer gol e para a gente ganhar. Na política, não é diferente. Preciso muito das pessoas na política. Quando eu tenho ideia de um projeto, dependo daquele voto positivo para aquele projeto acontecer”, finalizou, sublinhando sua perspectiva de que a articulação e o apoio são essenciais para a concretização de qualquer iniciativa legislativa, e manifestando a esperança de prosseguir com esse sucesso.



