A professora contratada Marinalva do Carmo Gomes foi afastada das funções na Escola Municipal de Ensino Fundamental Gervásio Bandeira, em Melgaço, no Arquipélago do Marajó (PA), após a divulgação de mensagens nas quais incitava atos de violência sexual contra filhos de eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
As publicações, que circularam amplamente na internet, continham linguagem agressiva e direcionada a famílias e crianças. Em um dos trechos compartilhados, a docente escreveu: “principalmente quem tem filhos eu quero Q o ladrão meta um cabo de vassoura na bunda dos filhos dos petistas isso que eles queriam”. O teor das mensagens gerou forte repercussão na comunidade local e nas redes sociais, dada a gravidade do conteúdo e o fato de provenirem de uma profissional da educação.
Em resposta ao caso, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) de Melgaço determinou o afastamento imediato da servidora e instaurou processo administrativo com objetivo de rescindir seu contrato temporário por justa causa. Em nota oficial, o órgão ressaltou que tais condutas são totalmente incompatíveis com o ambiente escolar e os valores da gestão pública municipal, afirmando que “a proteção da infância deve estar acima de qualquer divergência política ou ideológica”.
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp) também emitiu nota de repúdio às declarações da professora. O sindicato cobrou apuração rigorosa dos fatos pelas autoridades competentes, entre elas o Ministério Público, o Conselho Tutelar e os órgãos de segurança pública, para garantir a responsabilização adequada.

