Chuva forte fez o Rio Guareí transbordar e invadiu residências na Alameda Jair Martins de Siqueira e em áreas vizinhas, após registrar 100 mm de precipitação entre a noite de sábado (24) e a madrugada de domingo, volume equivalente à média esperada para todo o mês de outubro. O nível do rio subiu cerca de dois metros, atingindo aproximadamente 40 casas e isolando cerca de 60 pessoas, que foram assistidas pela Defesa Civil e pela Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social com itens básicos, retirada de entulho e monitoramento de áreas de risco.
A maioria das famílias já havia retornado às suas casas até a terça‑feira (27), embora dois casos permanecessem sob vigilância. A administração municipal anunciou que investigará possíveis interferências no escoamento da água relacionadas a um loteamento próximo à zona afetada, após reunião na segunda‑feira (26) com representantes da empresa responsável pelo empreendimento e integrantes da Câmara Municipal. Até o momento, não há conclusão sobre as causas dos alagamentos nem atribuição de responsabilidade à empresa.
A prefeitura informou que havia iniciado serviços de desassoreamento do Rio Guareí, autorizados pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), mas que as obras foram interrompidas por determinação do órgão ambiental após denúncia anônima. O desassoreamento, que consiste na retirada de sedimentos acumulados no leito, pode melhorar o fluxo hídrico, dependendo das condições locais. Em paralelo, o município pretende contratar estudos técnicos e ambientais para definir medidas preventivas, que podem incluir novos serviços de desassoreamento, implantação de bacias de retenção de águas pluviais e adequações nos sistemas de drenagem, sempre condicionadas aos resultados das avaliações.
Além das ações técnicas, a administração municipal pretende promover reunião com representantes dos moradores para ouvir reivindicações e acompanhar encaminhamentos relativos aos alagamentos. Um morador protocolou, na segunda‑feira (26), requerimento na Câmara Municipal exigindo explicações sobre os alagamentos, a conclusão das obras de desassoreamento e detalhes das medidas adotadas nos últimos quatro anos, como contratos, valores investidos, cronogramas, laudos técnicos e plano de contingência. O pedido também solicita que os vereadores avaliem a possibilidade de acionar o Ministério Público para apurar eventuais responsabilidades. Por fim, a Represa Balneário Municipal Dr. José Bonifácio Viana, conhecida como a prainha de Guareí, também transbordou em razão das chuvas de domingo (25). O g1 questionou a Cetesb sobre a paralisação das obras de desassoreamento e aguarda resposta.

