Pedro Sánchez convoca eleições gerais antecipadas para 29 de novembro

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Créditos/Reprodução Internet

Pedro Sánchez, primeiro‑ministro da Espanha, anunciou nesta segunda‑feira, 5 de outubro, a convocação de eleições gerais antecipadas. A votação está marcada para 29 de novembro.

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A decisão vem após a derrota do governo no Congresso na semana passada, quando dois decretos de emergência voltados à crise habitacional foram rejeitados pelos partidos de direita da oposição. Os projetos visavam reduzir despejos e frear a especulação imobiliária.

Nos últimos dias, a questão da moradia tem mobilizado a população. O caso de Maricarmen Abascal, 87 anos, despejada de um apartamento onde vivia há mais de setenta anos após a compra do imóvel por uma empresa de investimentos que pretendia elevar o aluguel em 275 %, tornou‑se símbolo da indignação. Segundo o portal Idealista, o preço médio dos aluguéis na Espanha quase dobrou na última década.

Em pronunciamento televisionado, Sánchez afirmou que “para fazer mais, precisamos renovar e ampliar o apoio da população”, e que o objetivo é garantir “uma maioria progressista muito mais ampla no Parlamento”. O líder socialista pediu que os eleitores decidam entre “a onda de extrema direita que retrocede avanços” e a continuidade de uma Espanha “bastião de abertura, justiça social e responsabilidade ambiental”.

Sánchez, 54 anos, está no cargo desde 2018, sendo um dos chefes de governo de esquerda mais longevos da Europa. Ele destacou o crescimento econômico mais rápido que o de outros países europeus e a queda do desemprego sob sua gestão. Contudo, o governo enfrenta pressão por escândalos de corrupção envolvendo pessoas próximas, inclusive sua esposa, e pelas críticas à condução da crise migratória em Ceuta, onde milhares de migrantes marroquinos entraram no fim de julho.

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A oposição, liderada pelo Partido Popular (PP), que já detém o maior número de cadeiras no Parlamento, deve concentrar a campanha nas acusações de corrupção e na gestão da crise de Ceuta. O presidente do PP, Alberto Núñez Feijóo, afirmou que “finalmente o povo espanhol decidirá” e que as próximas eleições não serão “como as anteriores”, prometendo derrotar Sánchez e o que ele representa.

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O debate sobre o custo da moradia deverá ser central na disputa eleitoral, enquanto ambos os lados buscam mobilizar eleitores em um cenário de inflação crescente, salários estagnados e aluguel consumindo parcela cada vez maior da renda familiar.

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