Nova prisão de Deolane Bezerra relembra operação de 2024

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Créditos: Imagem/Divulgação

A influenciadora digital Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21/5), em uma nova operação policial. O acontecimento reacendeu a memória de sua prisão anterior, ocorrida em setembro de 2024, quando ela também foi detida em uma ação deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco. A atual prisão faz parte de uma ofensiva que mira uma rede envolvida em esquemas de lavagem de dinheiro, marcando um novo capítulo nas investigações que envolvem seu nome.

Em 2024, Deolane Bezerra foi um dos alvos da Operação Integration, conduzida pela Polícia Civil de Pernambuco para investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro associado a jogos ilegais e plataformas de apostas. A operação, que mobilizou cerca de 170 agentes, ocorreu em setembro daquele ano e abrangeu diversos estados do país, incluindo Pernambuco, Paraíba, São Paulo, Paraná, Goiás e Minas Gerais. Na ocasião, foram cumpridos 19 mandados de prisão e 24 de busca e apreensão.

Durante a Operação Integration, além de Deolane Bezerra, sua mãe, Solange Bezerra, também foi detida. As investigações da Polícia Civil apontavam para a existência de uma organização criminosa que, supostamente, movimentou cerca de R$ 3 bilhões por meio de práticas de lavagem de dinheiro e operações relacionadas a jogos ilegais. Um dos pontos decisivos para as prisões foi a compra suspeita de uma Lamborghini Urus por Deolane Bezerra, que chamou a atenção dos investigadores. A ação resultou no bloqueio de aproximadamente R$ 2,1 bilhões em ativos financeiros e na apreensão de carros de luxo, imóveis, aeronaves e embarcações.

Os investigadores de 2024 também se debruçavam sobre contratos publicitários e movimentações financeiras que envolviam influenciadores e empresas do setor de apostas esportivas. Após sua prisão inicial, Deolane obteve um habeas corpus para cumprir prisão domiciliar, em razão de ter uma filha menor de 12 anos. Contudo, em menos de 24 horas, a Justiça reverteu a decisão e determinou seu retorno ao sistema prisional por descumprimento de medidas cautelares. A influenciadora permaneceu presa por cerca de 20 dias até que o Tribunal de Justiça de Pernambuco autorizasse sua soltura e a de outros investigados. Mesmo após sua liberação, a investigação do caso de 2024 prosseguiu, e a defesa de Deolane, à época, negou irregularidades, alegando perseguição e abuso de autoridade.

A nova operação desta quinta-feira (21/5) cumpriu outros cinco mandados de prisão preventiva, além do de Deolane Bezerra. Um dos alvos é Marcola, apontado como líder do PCC e que já se encontra detido. A ofensiva policial visa uma rede maior, investigada por movimentar quantias elevadas em esquemas de lavagem de dinheiro. O bloqueio judicial de contas e bens é uma das estratégias para impedir a circulação desses recursos durante o andamento das investigações. Até o momento, a defesa de Deolane Bezerra não se pronunciou oficialmente sobre esta nova operação. A reportagem tentou contato com a advogada Adélia Soares, que já a representou em outros processos, e aguarda retorno, mantendo o espaço aberto para futuras manifestações.

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