Natacha Horana é denunciada por lavagem de dinheiro em ligação com o PCC

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Créditos: Imagem/Divulgação

A influenciadora e bailarina Natacha Horana Silva, musa da escola de samba Gaviões da Fiel, foi denunciada na quinta-feira (19) pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A denúncia aponta a suspeita de envolvimento da bailarina em um esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

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A denúncia surge uma semana após Natacha Horana desfilar no Sambódromo do Anhembi, na Zona Norte de São Paulo, no último sábado (14), pela Gaviões da Fiel, que foi vice-campeã do carnaval de 2026. A influenciadora, que estava confirmada para o desfile das campeãs no sábado (21), é acusada de manter relacionamento com o líder da organização criminosa Valdeci Alves dos Santos, conhecido como Colorido.

Segundo o MP-SP, Natacha Horana é suspeita de ocultar e dissimular a propriedade de um imóvel e de um veículo Mercedes-Benz, avaliado em R$ 320 mil. Estes bens teriam sido adquiridos com recursos provenientes do esquema criminoso liderado por Valdeci Alves dos Santos. A promotoria ainda indica que os R$ 320 mil referentes à aquisição do carro foram pagos em dinheiro vivo, o que dificultaria o rastreamento da origem dos valores. A bailarina já é ré em outro processo na Justiça do Rio Grande do Norte, onde responde por lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito e por fazer parte de uma organização criminosa ligada ao ex-namorado.

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Natacha Horana chegou a ser presa durante quatro meses, após ser alvo da Operação Argento, do Ministério Público da Paraíba, que investigou suas ligações com Colorido. O automóvel alvo da nova denúncia foi apreendido em 14 de novembro de 2024, durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão da mesma operação, realizada pela Polícia Civil de São Paulo. Nesse dia, a Justiça decretou a prisão preventiva de Natacha, que permaneceu detida no presídio feminino de Franco da Rocha, na Grande SP. Após a apreensão, a empresa ‘LNS Construtora, Incorporadora e Locação Ltda.’ tentou a restituição do veículo, alegando ser a verdadeira proprietária e que o havia emprestado, mas o MP paulista considerou a versão insustentável pela documentação apresentada. O Ministério Público do Rio Grande do Norte, que compartilhou provas com o MP-SP, apontou que Natacha integrava o núcleo “Grupo Valdeci – Parentes e Pessoas Próximas”, responsável por movimentar e ocultar valores ilícitos do líder do PCC. Entre 2014 e 2024, Natacha Horana movimentou R$ 15,02 milhões em créditos e débitos, com aumentos significativos entre 2021 e 2023, período em que Valdeci estava foragido. Tais valores são considerados incompatíveis com seus ganhos como bailarina.

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Em entrevista ao g1 antes do carnaval de 2026, Natacha Horana declarou inocência, afirmando que, na época em que conheceu Valdeci, ele se apresentava com outro nome e dizia ser dono de fazendas de gado. “Eu não cometi nenhum crime. Eles estão me associando com isso, mas meu advogado está provando a minha inocência. Fui solta porque eles não tinham prova suficiente para me manter presa. Infelizmente a Justiça demora, mas eu confio que ela vai ser feita. Infelizmente tive que passar por isso, ser presa por uma coisa que não fiz”, afirmou Natacha à reportagem do g1 no início de fevereiro. A denúncia também menciona que, além do carro, Natacha Horana e sua mãe teriam recebido mais de R$ 246 mil de membros do “Grupo Pará”, que também ajudava na ocultação de dinheiro criminoso ligado a Valdeci, e que as movimentações financeiras da influenciadora teriam voltado aos padrões anteriores após a prisão de Colorido.

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