Alertas de Luiza Possi sobre o Halloween colocam figura de Satanás no centro de seu discurso

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Créditos/Reprodução Internet

A cruzada promovida pela cantora Luiza Possi contra a celebração do Halloween tem colocado a figura de Satanás no centro de seu discurso público. A cada contestação feita pela artista em relação às festividades, trajes, distribuição de doces e artigos decorativos, o tema espiritual reaparece com frequência em suas manifestações, convertendo-se no foco principal das abordagens que ela realiza em suas redes sociais.\n\nA postura da cantora reflete-se na reprodução insistente de frases de alerta aos seus seguidores, como “Cuidado com Satanás”, “Satanás tá aí” e “Atenção com Satanás”. Embora milhões de pessoas dediquem poucas horas para vestir fantasias, registrar fotografias ou entregar guloseimas para crianças durante a data, o tom adotado por Luiza Possi estende a preocupação com o tema ao longo de todo o ano, em uma vigilância constante.\n\nEsse comportamento exemplifica um padrão em que a identidade individual passa a se estruturar a partir da oposição a um adversário. Sob esse enquadramento, elementos do cotidiano — como uma simples abóbora de plástico, além de músicas, figurinos, desenhos e festas tradicionais como o Carnaval e a festa junina — deixam de ser vistos como entretenimento e passam a ser interpretados como um cenário de guerra espiritual entre o bem e o mal.\n\nAo substituir a convivência pela suspeita contínua, esse tipo de discurso produz um clima de pânico social diante de cenários corriqueiros, a exemplo de uma criança vestida de vampiro pedindo um punhado de balas. Com isso, a atribuição sistemática de relevância ao diabo em episódios do dia a dia acaba concedendo a ele um protagonismo no imaginário coletivo que não existiria de forma isolada.

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