MP-SP pede a condenação do influenciador Renato Cariani a até 51 anos de prisão por tráfico e lavagem

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Reprodução: Redes Sociais

O Ministério Público do Estado de São Paulo solicitou a condenação do empresário e influenciador fitness Renato Cariani pelos crimes de associação para o tráfico, tráfico de matéria-prima destinada à fabricação de entorpecentes e lavagem de dinheiro. Nas alegações finais apresentadas na última quarta-feira (21/10), o órgão acusador estipulou que as penas somadas do réu podem alcançar até 51 anos e 8 meses de reclusão.\n\nAs acusações incidem sobre as atividades da empresa química Anidrol, sediada em Diadema, na Grande São Paulo, da qual Cariani é sócio. Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Federal, a companhia comercializava substâncias e reagentes controlados — como acetona, éter etílico, ácido clorídrico, fenacetina e manitol — que eram indevidamente desviados para abastecer uma rede de traficantes na produção em larga escala de crack e cocaína.\n\nO esquema operacional baseava-se na fraude ao mercado formal por meio da emissão de notas fiscais falsificadas, que simulavam vendas legítimas dos produtos químicos a grandes multinacionais do setor farmacêutico. Conforme apuraram os investigadores, a manobra ilícita para o refino, adulteração e aumento do volume de drogas se repetiu por 59 vezes ao longo do período investigado.\n\nIntegrantes do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo apontaram que diálogos interceptados comprovam a plena ciência do influenciador sobre o destino ilícito dos insumos. Em uma das interações registradas no dia 11 de abril de 2019, ao ser questionado por um policial civil a respeito do controle de determinado produto, Cariani declarou expressamente que a substância era “utilizada para aumentar o rendimento da cocaína”. A Promotoria também denunciou o vínculo do empresário com um agente policial no intuito de criar obstáculos ao trabalho de apuração.\n\nO processo contra o fisiculturista teve início com seu indiciamento pela Polícia Federal em dezembro de 2023, sendo acatado pela Justiça paulista em fevereiro de 2024, momento em que se tornou réu. Além de Cariani, o Ministério Público requereu a condenação de Fábio Spindola Mota, apontado como o intermediador do repasse dos reagentes aos criminosos, e de Rodrigo Gomes Pereira, acusado de gerenciar a circulação e a movimentação dos valores de origem ilícita.\n\nEm posicionamento oficial, a defesa do influenciador declarou receber o pedido com naturalidade, alegando que o posicionamento da Promotoria reitera a tese acusatória inicial e não causa surpresa. Os advogados ressaltaram que a ação tramita na fase de alegações finais defensivas, oportunidade na qual demonstrarão a improcedência das acusações com base nas provas anexadas aos autos, reiterando a convicção na absolvição de Cariani pelo Poder Judiciário.

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