A cantora Julyana Barbosa, conhecida artisticamente como Mulher Banana e Garota X, morreu na manhã deste sábado (31/10). A notícia sobre a partida da artista, que ganhou destaque no cenário musical ao integrar a Furacão 2000 e nos últimos anos se dedicava ao cuidado com animais, foi confirmada e lamentada pela funkeira Tati Quebra Barraco em suas redes sociais.
Ao prestar homenagem à amiga em seu perfil no Instagram, Tati Quebra Barraco compartilhou registros ao lado de Julyana e enalteceu a relevância da trajetória da cantora para o gênero. “Uma grande perda para o mundo do funk! Nossa querida MULHER BANANA nos deixou. Descanse em paz!”, declarou a artista. Embora não tenha revelado as circunstâncias da morte, Tati prestou condolências ao público e aos parentes: “Meus sentimentos à família, aos amigos e a todos os fãs. Que Deus conforte o coração de todos neste momento difícil”.
A publicação provocou questionamentos por parte de alguns seguidores, que cobraram de Tati um possível suporte a Julyana. Nos últimos anos, a cantora havia direcionado sua rotina à proteção de gatos e dependia de doações para dar continuidade às atividades. Diante das cobranças na área de comentários, a funkeira rebateu uma usuária da rede perguntando: “Você sabe se nunca ajudei?”.
Antes de obter projeção como Mulher Banana, Julyana Barbosa já era conhecida na cena artística sob o nome de Garota X. O auge de sua popularidade ocorreu com a música homônima de sua personagem, lançada em parceria com a Furacão 2000. A composição de tom bem-humorado brincava com as alcunhas de outros nomes femininos do funk do período: “Não tem mulher melancia, mulher jaca, ou moranguinho, sou a mulher banana sou mais o meu popôzinho. Elas são popozudas, são mulheres gostosas, mas os bofes me preferem”.
Ao longo de sua caminhada nos palcos, Julyana também expressou o orgulho de sua identidade como mulher trans por meio do trabalho musical. Sem deixar de lado a irreverência que marcou a sua carreira, a cantora abordou abertamente a temática LGBTQIA+ em faixas como “Mundo Gay” e “Assumida”, lançamentos de destaque durante sua trajetória na Furacão 2000.

