Na terça‑feira, 27 de outubro de 2026, três deputados federais solicitaram ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a decretação de prisão preventiva contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) e sua inclusão no alerta vermelho da Interpol, caso a medida seja aprovada. A iniciativa surge após o parlamentar não cumprir a ordem judicial que exigia a entrega de seus passaportes dentro de 24 horas.
Os parlamentares Lindbergh Farias (PT), Rogério Correia (PT) e a deputada Ana Elisa Santos (PT) argumentam que a recusa de Flávio Bolsonaro em apresentar os documentos representa risco de fuga do país. O prazo, que expirou na manhã da mesma terça‑feira, não foi respeitado, e a Polícia Federal procedeu ao cancelamento dos passaportes no seu sistema. Apesar da desobediência, o senador ainda não é considerado foragido, pois não existe mandado de prisão em seu nome.
O alerta vermelho da Interpol, pleiteado pelos deputados, tem a finalidade de notificar autoridades estrangeiras de que uma pessoa está sendo procurada, permitindo que sejam adotadas as medidas previstas nas legislações de cada nação. Até o momento, nenhuma autoridade internacional confirmou a localização de Flávio Bolsonaro.
Em paralelo, o advogado mexicano Simón Levy, aliado de Donald Trump, afirmou em redes sociais que o senador teria chegado aos Estados Unidos, atribuindo a organização da viagem ao secretário de Estado americano Marco Rubio. Não há comunicado oficial do governo dos EUA, do Itamaraty ou da Polícia Federal que confirme a presença de Flávio Bolsonaro em território americano.
A suposta saída do Brasil ocorreria depois que o senador declarou que “não deixaria o país” e que “entregaria seu passaporte à Polícia Federal”. A contradição entre a afirmação pública e a alegada viagem internacional intensifica o debate sobre a necessidade de medidas cautelares mais rigorosas.

