Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliaram como graves as declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) questionando a segurança das urnas eletrônicas. Em avaliações reservadas, integrantes da Corte defenderam que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adote um posicionamento mais claro e incisivo para reafirmar a confiabilidade do processo eleitoral.
Durante reunião realizada com embaixadores, o parlamentar citou um relatório desclassificado da CIA sobre o sistema eleitoral venezuelano para relacionar a empresa Smartmatic às eleições brasileiras. Na ocasião, Flávio Bolsonaro solicitou o envio de observadores internacionais para acompanhar o pleito e voltou a defender o encontro promovido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro com diplomatas em 2022.
Diante do episódio, o TSE evitou comentar a fala específica do senador e apenas encaminhou um material de checagem originalmente divulgado em 2020 e atualizado em 2022. No texto, a Justiça Eleitoral esclarece que a Smartmatic nunca vendeu urnas eletrônicas nem forneceu softwares eleitorais ao Brasil.
Na visão dos ministros do STF, a reapresentação da nota antiga é insuficiente. Embora diferenciem o caso atual dos precedentes que resultaram na cassação de Fernando Francischini e na inelegibilidade de Jair Bolsonaro, os magistrados sustentam que a Corte Eleitoral não pode transmitir a impressão de que voltou a tolerar discursos que ataquem a legitimidade das eleições sem provas.



