A mãe de Colleen Slemmer, May Martinez, declarou que não acredita que o Estado do Tennessee volte a tentar a pena de morte contra Christa Pike, condenada que sobreviveu a uma tentativa de injeção letal em 2026.
Colleen, de 19 anos, foi brutalmente assassinada em 1995. Na época, Pike, então com 18 anos, e seu namorado Tadaryl Shipp, com o auxílio da amiga Shadolla Peterson, espancaram e torturaram a jovem até a morte. O casal teria levado um fragmento do crânio da vítima como “lembrança” do crime, motivado, segundo a promotoria, por ciúmes de Pike, que acreditava que Slemmer tentava “roubar” seu namorado.
Pike e Shipp foram condenados pelo homicídio. Shipp recebeu prisão perpétua com possibilidade de liberdade condicional; em 2004, após agressão a outro detento, teve a pena aumentada em 25 anos e converteu‑se ao islamismo. Peterson obteve liberdade condicional ao colaborar como informante.
Em 2026, Pike, então com 50 anos, foi submetida a uma injeção letal que falhou. Ela foi levada ao hospital ainda consciente, falando e sob cuidados médicos intensivos, conforme informaram seus advogados, Randy Spivey e Kelly Gleason: “Contra todas as probabilidades, Christa Pike está consciente, falando e continua recebendo cuidados médicos intensivos”.
Os advogados de Pike pediram à Suprema Corte a suspensão da execução, alegando sofrimento decorrente de transtorno de estresse pós‑traumático e o risco de “sofrimento mental severo e terror psicológico adicional” ao ser amarrada à maca. O pedido foi rejeitado. Pike também solicitou que todo o pessoal envolvido na execução fosse composto por mulheres e, posteriormente, pediu para ser executada por enforcamento, método que não é utilizado no Tennessee desde o início do século passado.
Em entrevista à emissora WBIR, afiliada da NBC, May Martinez, ao ser questionada sobre o que gostaria que acontecesse a seguir, respondeu: “Não importa o que eu penso”. Ela acrescentou que já pressentia que Pike sobreviveria à tentativa de execução.
A mãe de Colleen Slemmer permanece descrente de que o Estado volte a aplicar a pena capital no caso, mesmo diante da sobrevivência da condenada.

