A atriz Katie Leung, conhecida por seu papel como Cho Chang na franquia Harry Potter, afirmou recentemente que não tem o desejo de reviver o período em que participou dos filmes. A declaração foi feita em entrevista ao Entertainment Tonight, onde a artista explicou que sua percepção daquela fase inicial de sua carreira é marcada pela intensa atenção pública e uma acentuada falta de segurança pessoal, consequência de sua pouca idade na época.
Katie Leung integrou o elenco da saga cinematográfica em cinco ocasiões, estreando em Harry Potter e o Cálice de Fogo, lançado em 2005. Sua personagem, Cho Chang, foi introduzida inicialmente como um interesse amoroso do protagonista. A atriz retornou em Harry Potter e a Ordem da Fênix (2007), Harry Potter e o Enigma do Príncipe (2009) e nas duas partes de Harry Potter e as Relíquias da Morte (2010 e 2011), todos baseados nos livros de J.K. Rowling.
A artista relembrou que, como seu primeiro trabalho de atuação, a experiência no set foi desafiadora. Em entrevista à Variety publicada em fevereiro, Katie Leung destacou que nunca havia atuado antes de ingressar na franquia. “Meu primeiro trabalho foi Harry Potter e eu nunca tinha atuado antes na minha vida, e de repente me vi diante de 20 câmeras e 100 pessoas, completamente perdida, ainda tentando descobrir quem eu era. Não posso dizer que foi a melhor época da minha vida”, declarou a atriz, ressaltando o impacto da dimensão da produção em sua estreia.
Embora não considere a experiência em Harry Potter como algo negativo, Katie Leung enfatiza sua preferência pelo momento atual de sua trajetória profissional. Ela revelou sentir-se significativamente mais segura sobre sua identidade e seu papel na indústria. “Eu era muito jovem na época e me deixava influenciar facilmente pelo que as pessoas diziam sobre mim, porque eu não sabia quem eu era”, disse ela, em contraste com a maturidade que agora possui.
Atualmente, Katie Leung está no elenco de produções como Bridgerton, da Netflix, e Arcane. Ao comparar com esses projetos mais recentes, ela afirmou que teve uma percepção diferente, sentindo uma maior sensação de pertencimento, o que a ajudou a concentrar sua energia na atuação. “Eu não gostaria de voltar àquela época. Não porque eu tenha tido uma experiência ruim ou algo assim, mas é muito bom quando você sabe quem você é”, concluiu, sublinhando que esse processo de autoconhecimento foi fundamental para lidar com a exposição inerente à indústria do entretenimento e para desenvolver uma visão mais equilibrada sobre a profissão.



