Em outubro de 2026, Juliano Floss, dançarino de 21 anos, publicou nas redes sociais um vídeo no qual discorre sobre masculinidade, apontando a relação entre padrões de comportamento atribuídos aos homens e a violência de gênero. A intervenção gerou reação imediata do ator Micael Borges, 37, conhecido por interpretar Pedro Costa na versão brasileira de Rebelde.
No vídeo, Floss questiona os estereótipos que vinculam o ser homem a atitudes agressivas e destaca como tais concepções podem alimentar abusos contra mulheres e crianças. Sem oferecer declarações diretas do influenciador, a matéria registra que o conteúdo provocou um debate amplo nas plataformas digitais.
Borges respondeu em suas redes sociais apresentando sua própria visão sobre o que significa ser homem. Em sua primeira mensagem, escreveu: “O que é ser homem pra você? Esse termo é muito generalizado, né? A gente fala muito isso no Brasil. Você tem que ser homem, você precisa ser macho”.
Em sequência, o ator sugeriu que a sociedade ensina os homens a “engolir o choro, a não levar desaforo pra casa, a não demonstrar medo, né? A responder tudo no grito”. A crítica avançou ao associar tais ensinamentos à violência, afirmando: “O homem aprende desde cedo que pra ser respeitado, a gente precisa demonstrar força, né? A gente precisa impor medo nos outros. Mas o que acontece quando essa ideia de masculinidade se transforma em violência, de fato?”.
Nos Stories, após assistir ao vídeo de Floss, Borges fez um comentário bem-humorado: “Acabei de ver o vídeo. O que é ser homem? É estar chovendo pra carlho, o chuveiro não está esquentando e tu tem que ver se a prra do gás acabou. Isso é ser homem”.
Em seguida, o ator mostrou que estava resolvendo problemas domésticos: ao perceber queda de energia, dirigiu‑se ao quadro de luz para tentar restabelecê‑la. Depois, exibiu disposição para trocar a resistência do chuveiro de uma funcionária da casa, lançando a pergunta: “Você sabe trocar uma resistência de chuveiro?”.
Borges ampliou a crítica listando atividades que considera responsabilidades masculinas. Ele ressaltou que, casado há 13 anos com Heloisy Oliveira e pai de Zion, de 12 anos, costuma “colocar roupas para lavar, fazer compras, preparar o café da manhã do filho, trocar fraldas, abastecer o carro da esposa e lidar com os dias difíceis da companheira”. Também escreveu: “Ser homem é não abrir a câmera frontal do celular e perguntar o que é ser homem, transformando isso em um conteúdo pop”.
O ator ainda afirmou que “Ser homem é ser artista e não se importar com seu look pra ir no mercado comprar fruta porque é necessário pro seu filho”, reforçando a ideia de que a masculinidade pode se manifestar na prática cotidiana.
Por fim, Borges concluiu que “Ser homem é reconhecer seus erros e buscar melhorar todos os dias”, encerrando seu discurso com um convite à autorreflexão.

