No debate transmitido pela Band neste domingo (18), a agência de checagem Aos Fatos registrou que o senador Flávio Bolsonaro apresentou dez afirmações falsas, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve dezesseis declarações classificadas como verdadeiras. A análise também apontou que Lula acumulou cinco falas na categoria “Não é bem assim” e duas falsas, ao passo que Flávio acumulou nove imprecisões e duas afirmações verdadeiras.
Entre os acertos do presidente, a checagem confirmou a criação do MEI, que conta com 17,5 milhões de registros, o crescimento de 7,5 % do PIB em 2010 e o pagamento da dívida brasileira com o FMI, que deixou R$ 270 bilhões em reservas ao final de seu mandato. A agência também validou a afirmação de Lula de que Flávio votou contra a ampliação da licença‑maternidade em 2009, quando ainda era deputado estadual no Rio de Janeiro, além de dados sobre armas e munições liberadas no governo de Jair Bolsonaro.
Na mesma linha, Lula teve duas declarações classificadas como falsas: a de que o Brasil só voltou a crescer acima de 3 % após seu retorno ao Planalto e a de que seu governo, ou os governos do PT, realizaram a maior demarcação de terras indígenas do país. A checagem ainda considerou imprecisas as falas do presidente acerca da prisão de Daniel Vorcaro e do valor de uma casa comprada por Flávio Bolsonaro.
Quanto ao senador, suas duas afirmações verdadeiras referiram‑se à dívida pública de R$ 11 trilhões e ao recorde de mulheres espancadas. Por outro lado, foram rotuladas como falsas as alegações de que o “Careca do INSS” integrou o governo Lula, de que não há investigação envolvendo Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha) nos descontos indevidos de benefícios, de que houve uma explosão da criminalidade no país, de que o governo registrou recorde de empresas fechadas e de que Lula e a primeira‑dama Rosângela da Silva gastaram R$ 7 bilhões em viagens.
As distorções de Flávio na categoria “Não é bem assim” incluíram a afirmação de que 73 % dos presidiários votaram em Lula e a atribuição ao governo federal do recorde de assassinatos de mulheres, dado que a melhoria na qualidade dos registros influenciou esses números. Além disso, a agência apontou outras declarações do senador que se enquadraram como imprecisas ou incompletas.
A análise da Aos Fatos, ao mapear acertos e erros de ambos os candidatos, oferece ao eleitorado um panorama detalhado das declarações feitas durante o debate, evidenciando a frequência de informações corretas, parcialmente corretas e falsas apresentadas por Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva.



