Financiamento do agronegócio cresce sob Lula e supera volumes de Bolsonaro

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Créditos/Reprodução Internet

O financiamento do agronegócio brasileiro tem registrado transformações marcantes nos últimos anos, impulsionadas pelo crescimento do PIB agropecuário, pela volatilidade da taxa Selic e pelo aumento dos custos dos insumos, segundo dados do Plano Safra.

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O principal instrumento de mensuração e apoio do Governo Federal permanece o Plano Safra, programa que subsidia e direciona crédito para custeio, investimento e comercialização no campo.

Na gestão de Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022, o Plano Safra apresentou crescimento contínuo nos volumes anunciados, passando de R$ 222,7 bilhões no ciclo 2019/2020 para R$ 316,4 bilhões na safra 2022/2023.

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Esse período foi marcado pela busca de fortalecimento do financiamento via mercado de capitais privado, com incentivos à emissão de Cédulas do Produto Rural e Certificados de Recebíveis do Agronegócio, além de um cenário temporário de Selic em patamares baixos no início da pandemia, o que reduziu o custo final dos empréstimos equalizados pelo Tesouro Nacional.

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No terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, iniciado em 2023 e previsto até 2026, o orçamento do crédito rural atingiu patamares absolutos inéditos. O Plano Safra começou o ciclo 2023/2024 com R$ 435,8 bilhões e, em expansão, chegou a R$ 605,2 bilhões no anúncio para a safra 2025/2026.

O aumento nominal refletiu a necessidade de acompanhar a inflação acumulada e a alta dos preços internacionais de defensivos e fertilizantes, ao passo que a atual gestão reestruturou o programa para vincular juros reduzidos a critérios de sustentabilidade e conformidade ambiental.

A comparação entre as duas gestões evidencia dinâmicas econômicas distintas. Embora o volume total anunciado em termos nominais tenha sido superior sob o governo Lula, o custo efetivo do dinheiro para o produtor rural na gestão Bolsonaro contou com o benefício de taxas Selic menores em parte do ciclo.

Por sua vez, a administração atual ampliou expressivamente as verbas destinadas à Agricultura Familiar e à recomposição de estoques públicos, enquanto a gestão anterior priorizou a abertura de novos mercados internacionais para commodities e a desregulamentação do setor.

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