Estado do Rio de Janeiro registrou 47 acidentes aéreos desde 2016, aponta a FAB

2 min de leitura
Créditos/Reprodução Internet

O estado do Rio de Janeiro registrou 47 acidentes aéreos desde 2016, segundo levantamento da Força Aérea Brasileira (FAB). Do total de ocorrências, 16 deixaram 38 vítimas fatais. Os dados foram detalhados após a queda de um helicóptero na região da Vista Chinesa, que causou a morte do piloto e de três turistas colombianas, tornando-se o quinto acidente aéreo fatal registrado no estado nos últimos oito meses.

- Publicidade -

De acordo com os relatórios oficiais, a maioria dos episódios com mortes teve contribuição humana por razões de desempenho técnico ou aspectos psicológicos. Em 11% dos registros, as causas estiveram relacionadas ao ambiente operacional.

Entre as ocorrências recentes investigadas pelo Centro Nacional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos (Cenipa) está a colisão entre duas aeronaves em junho, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste da capital. O acidente deixou seis mortos, incluindo o cantor norte-americano Oliver Tree e o influenciador argentino Gaspi. O relatório preliminar do Cenipa indicou que ambos os comandantes previram a mesma rota, mas o helicóptero onde estavam os artistas operava com o transponder desligado, sem detecção pelos radares. Além disso, as aeronaves utilizavam a Frequência de Coordenação Aérea (FCA), canal que não contava com monitoramento de órgãos de controle nem gravação das comunicações.

Outras tragédias registradas no período incluem a queda de um helicóptero em área de mata em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio, que resultou nas mortes dos pilotos Diego Dantas Lima Moraes, de 36 anos, Sérgio Nunes Miranda, de 36 anos, e do capitão bombeiro Lucas Silva Souza. No momento do acidente, Diego ministrava instruções em um voo de familiarização com o modelo. Em dezembro anterior, um avião de propaganda caiu no mar de Copacabana, na Zona Sul, provocando a morte do piloto Luiz Ricardo Leite de Amorim, que realizava seu primeiro voo no trabalho. Segundo o Cenipa, as apurações sobre os episódios seguem em andamento.

Compartilhar este artigo