Empresário é preso após assassinato de advogada e filho e alega conspiração

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Créditos: Reprodução Polícia Civil e Instagram

⚠️ Atenção: a matéria a seguir traz relatos sensíveis de agressão e abuso sexual e pode ocasionar gatilhos sobre estupro, violência contra a mulher e violência doméstica. Caso você seja vítima deste tipo de violência, ou conheça alguém que passe ou já passou por isso, procure ajuda e denuncie. Ligue para o 180.

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O empresário Eric Conrado Alves de Almeida, de 41 anos, foi detido pela Polícia Civil após a descoberta dos corpos da advogada Anna Gabriela Faria Lima, 29, e de seu filho Raphael, 6, encontrados na noite de terça‑feira (3/11) no apartamento da família, localizado em condomínio de Cotia, na Grande São Paulo. O suspeito, ex‑companheiro da vítima, negou a autoria dos homicídios e alegou estar sendo vítima de uma conspiração promovida por terceiros.

Segundo as investigações, imagens de circuito interno de segurança registraram Eric entrando no prédio acompanhado de Anna e do menino ainda no domingo (1/11). Na madrugada de segunda‑feira (2/11), ele foi filmado deixando o endereço sozinho. Foi o próprio empresário quem telefonou para um escritório de advocacia em Campinas, informou o endereço exato do imóvel e avisou sobre a presença de dois cadáveres, informação que culminou na sua localização e prisão no bairro do Jaguaré, zona oeste da capital paulista, após ter o nome incluído no sistema de procurados da Interpol.

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Ao ser abordado por equipes de imprensa ao deixar a unidade policial onde permanecia detido, Eric contestou as evidências, questionou a veracidade das gravações de segurança e afirmou: “Isso foi armado… Eu sou um Conrado e ela uma Faria Lima. No Rio, a gente tem força política”. Acrescentou ainda que “alguém queria ferrar” com as famílias envolvidas.

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A polícia trabalha com um conjunto probatório robusto. A perícia apura se a advogada e o filho foram dopados antes de serem mortos por asfixia, e a investigação enquadra o caso como feminicídio e homicídio vicarial – modalidade em que a violência contra o filho ou pessoa próxima visa causar sofrimento profundo à mulher. Relatos colhidos com familiares e testemunhas apontam que o relacionamento entre Anna e Eric era marcado por histórico abusivo, incluindo perseguição, agressões verbais, comportamento controlador e ameaças com o uso de armas de fogo.

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