Denúncias de assédio eleitoral em Mato Grosso do Sul crescem 218% entre os turnos das eleições

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Créditos/Reprodução Internet

O Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul (MPT-MS) registrou um salto de 218,2% nas denúncias de assédio eleitoral no estado entre o primeiro turno do pleito de 2026 e o final de outubro. Até o dia 26 daquele mês, o órgão contabilizou 35 notificações relativas a coerção ou intimidação no ambiente laboral, ante os 11 casos acumulados até o dia 4 de outubro, data da primeira votação.

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Os dados levantados pela instituição revelam que as notificações se intensificaram significativamente no mês de realização do pleito. As estatísticas oficiais indicam a ocorrência de uma única denúncia em julho, duas em agosto e seis em setembro. Contudo, em outubro, o volume escalou para 29 casos contabilizados até o dia 22 — dois dias antes do segundo turno, representando um avanço de 163,6% —, alcançando a marca de 35 registros ao término do dia 26.

De acordo com a procuradora-chefe do MPT-MS, Cândice Arosio, essa elevação acentuada nos índices pode estar associada ao maior esclarecimento da população acerca da caracterização do crime e do acesso aos meios de notificação. “É importante que os trabalhadores saibam que a liberdade de escolha política deve ser respeitada e que práticas de coação ou constrangimento no ambiente de trabalho podem ser denunciadas ao Ministério Público do Trabalho”, destacou a procuradora-chefe.

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O assédio eleitoral manifesta-se quando profissionais são submetidos a pressões, ameaças, intimidações ou constrangimentos vinculados à sua preferência política ou ao exercício do voto. As irregularidades podem ocorrer ao longo da campanha e prosseguir após a apuração das urnas, abrangendo condutas como ameaças de demissão, exigência de demonstração pública de apoio a postulantes, recusa de contratação e coerção direta, inclusive por canais digitais e redes sociais.

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Ao comparar o cenário atual com o histórico do estado, o MPT-MS informou que o pleito de 2022 somou 58 denúncias de assédio eleitoral ao todo. A apuração realizada até o dia 22 de outubro de 2026, quando haviam sido formalizados 29 registros, equivalia exatamente a metade do volume acumulado em toda a eleição anterior.

Para combater essas práticas e assegurar que o voto siga livre e secreto, o MPT-MS disponibiliza atendimento permanente aos trabalhadores afetados ou a testemunhas. O registro pode ser feito de forma sigilosa e on-line, no portal da instituição, durante 24 horas por dia. Presencialmente, o público pode comparecer de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, na unidade de Campo Grande, situada na Rua Dr. Paulo Machado, nº 120, bairro Royal Park; na sede de Dourados, localizada na Rua Ediberto Celestino de Oliveira, nº 2.605, Vila Planalto; ou na filial de Três Lagoas, na Rua Paranaíba, nº 1.937, Jardim Colinos. É recomendado apresentar detalhadamente datas, locais, pessoas envolvidas e eventuais registros de mensagens.

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