
“Nesse caso aqui não existiu abuso. Não existiu nem toque na criança”. Isso é o que diz a advogada de Marco Furlan (48), Graciele Queiroz. A defensora do ator concedeu uma entrevista em que contesta o estupro de vulnerável, crime pelo qual o artista foi indiciado após denúncia da família de menino autista de 5 anos. O caso ocorreu na madrugada de domingo (2), durante uma festa de aniversário realizada em uma chácara.
Na versão da defesa, Marco Furlan estava nu ao ser encontrado porque teve relação sexual com a organizadora da festa e foi até o banheiro ao passar mal. “Quando ele sai do banheiro, ele cai na cama. A própria mãe da criança – porque divulgaram todo o boletim de ocorrência – ela diz que a criança está chorando, ela entra no quarto, acalma a criança, quando ela liga a luz porque o quarto estava muito escuro, ela vê uma pessoa deitada do lado da criança”, revelou Graciele Queiroz, em entrevista ao X da Questão, da MathiasTV.
Contestada pelo apresentador Felipe Reis sobre a versão da polícia de que, inicialmente, Furlan relatou que confundiu a criança com sua namorada, Graciele Queiroz foi enfática: “Eu quero a câmera do policial pra poder de fato ter veracidade nisso, porque o meu cliente não falou nada disso. Em nenhum momento ele falou nada disso.”
Ainda no bate papo, a advogada contesta o que foi revelado sobre a criança ter gritado dizendo que as nádegas estariam doendo: “as informações trazidas por outras pessoas que diz que encontrou ele fazendo isso [ereto com a cueca na mão] é inverídica e eu irei provar.”
Relembre o caso
O ator Marco Furlan, de 48 anos, foi preso em flagrante, posteriormente convertido em prisão preventiva, sob acusação de estupro de vulnerável contra um menino autista de 5 anos durante uma festa em uma chácara em Pindamonhangaba (SP). Segundo o boletim de ocorrência, a mãe da criança encontrou o filho e o suspeito sem roupas em um quarto após ouvir gritos. O menino relatava dores e foi encaminhado para atendimento médico.
De acordo com a Polícia Civil, testemunhas confirmaram a versão da mãe, relatando ter ouvido a criança pedir que o suspeito parasse. Inicialmente, Marco Furlan alegou ter entrado no quarto por engano após passar mal; depois, afirmou não se lembrar do ocorrido devido ao consumo de álcool. Embora o exame médico não tenha apontado lesões, a delegada destacou que a ausência de marcas não impede a caracterização do crime, diante dos demais indícios reunidos na investigação.



