A empresária Luciana Grion, atuante no segmento de beleza no município de Poá, gerou uma forte onda de repúdio e indignação nas redes sociais após a divulgação de um vídeo gravado logo depois da divulgação do resultado do segundo turno da eleição presidencial. Na publicação, a profissional afirmou ter recusado candidatos a vagas de emprego e cancelado pedidos com fornecedores por conta de divergências políticas.
A conduta da empresária foi classificada por internautas e moradores da região como uma prática discriminatória no ambiente corporativo e comercial. A exposição do boicote a trabalhadores e pequenos prestadores de serviço — como a decisão de cancelar a compra de marmitas de um comerciante local devido às suas convicções — recebeu duras críticas do público, que considerou as declarações inaceitáveis.
A controvérsia ganhou proporções ainda maiores quando a profissional comentou sobre episódios de violência urbana registrados na cidade. Ao reagir a relatos sobre roubos de veículos compartilhados em um grupo virtual de moradores de Poá, a empresária demonstrou satisfação perante as ocorrências citadas, atitude que provocou forte reação popular por banalizar a falta de segurança vivenciada pela população local.
Pressionada pela repercussão do caso e pelo impacto direto em sua imagem pública, Luciana divulgou um novo vídeo nesta quarta-feira (28) em busca de retratação. Na nova gravação, a empresária pediu desculpas e alegou ter agido sob intensa alteração emocional no momento em que fez o primeiro registro, sustentando ainda que não faz qualquer distinção de cunho político durante o atendimento aos seus clientes.
Apesar da publicação do pedido de desculpas, a conduta da profissional continua gerando debates intensos em toda a região. Os desdobramentos do caso reacenderam discussões sobre limites do posicionamento público em redes sociais, ética no ambiente de trabalho e a importância do respeito à diversidade de opiniões.

