Cobertura duplex de Lady Gaga em Manhattan volta ao mercado por US$ 7 milhões

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Créditos/Reprodução Instagram

A cobertura duplex onde Lady Gaga teria morado enquanto trabalhava no álbum Born This Way, lançado em 2011, voltou a chamar a atenção do mercado imobiliário internacional. Avaliada em aproximadamente R$ 38 milhões, ou cerca de US$ 7 milhões, a propriedade está localizada em Manhattan, Nova York, e foi colocada novamente à venda.

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Com 344 m² distribuídos em dois andares, a unidade dispõe de quatro quartos, três banheiros e um terraço privativo de 102 m² que oferece vista para o Rio Hudson. A combinação de área interna e externa confere ao imóvel um perfil raro em grandes centros urbanos.

Situada no The Hit Factory Condominium, a cobertura integra um edifício que antes funcionava como um dos mais conhecidos estúdios de gravação de Nova York antes de ser convertido em condomínio residencial. O prédio conta com apenas 27 unidades e oferece estrutura de lazer, incluindo academia.

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Os custos de manutenção incluem aproximadamente R$ 23 mil mensais de condomínio, além dos impostos incidentes sobre a propriedade, valores que impactam diretamente no custo total de posse.

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A valorização recente também desperta interesse: em 2015 a cobertura foi negociada por US$ 6,2 milhões, e agora retorna ao mercado por cerca de US$ 7 milhões. Contudo, o aumento de preço não garante lucro líquido ao proprietário, já que reformas, despesas de manutenção, tributos e as condições de mercado devem ser considerados.

Para Thiago Castilho, CEO da Elemental Construtora e especialista em processos construtivos inovadores e de alto padrão, imóveis desse segmento são avaliados por um conjunto de fatores que vai além da metragem e do acabamento. “Em um imóvel de alto padrão, o valor não está apenas na quantidade de metros quadrados ou nos materiais utilizados. A localização, a arquitetura, a distribuição dos ambientes, a vista e a privacidade são características que pesam na percepção de valor. Quando o imóvel ainda reúne uma história conhecida e elementos difíceis de encontrar em outras propriedades, ele ganha um diferencial de mercado”, afirma.

O terraço privativo, que amplia a área de convivência, destaca-se como um ponto forte da cobertura. Em cidades onde áreas externas são escassas, um espaço aberto de 102 m² pode ser decisivo. “Projetar um imóvel de alto padrão exige pensar em como os espaços serão utilizados no dia a dia. Um terraço amplo, por exemplo, não é apenas uma área adicional: ele pode funcionar como extensão da sala, espaço para receber convidados e ambiente de descanso. O projeto precisa aproveitar a área disponível e integrar os ambientes de maneira funcional”, explica Castilho.

O caso ilustra ainda como edifícios podem ganhar novas funções ao longo do tempo. Antes associado à indústria fonográfica, o endereço passou por uma transformação para abrigar residências, preservando parte de sua relevância histórica. Essa combinação entre localização, características arquitetônicas e identidade do imóvel ajuda a diferenciá-lo no mercado imobiliário.

Concluindo, o especialista ressalta que construir ou transformar um imóvel exige compreender o potencial da estrutura e as necessidades de quem vai ocupá‑lo. “No segmento de luxo, a qualidade construtiva precisa caminhar junto com funcionalidade, conforto e soluções que façam sentido para o perfil do comprador”, conclui Castilho.

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