Campanha de Lula aceita exigências de Flávio Bolsonaro para abertura de sigilos e aciona TSE

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Luiz Inácio Lula da Silva

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quarta-feira (21), que não possui qualquer objeção às exigências feitas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a liberação de dados protegidos por sigilo. A manifestação surge após o parlamentar do PL estabelecer condicionantes para responder ao desafio proposto pelo chefe do Executivo durante esta semana.

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O coordenador político da campanha petista, senador Camilo Santana (PT-CE), classificou as exigências formuladas por Flávio Bolsonaro como uma “manobra”. Apesar disso, ele destacou que o presidente está pronto para atender às requisições, contanto que o adversário político também cumpra a promessa de disponibilizar os seus próprios registros.

Sobre a postura de Lula diante do impasse, o articulador ressaltou que a disposição do petista em abrir as informações é irrestrita. “Todas as condicionantes a única resposta é que o presidente não se opõe em absolutamente nada que ele colocou, com tanto que ele faça”, declarou Camilo Santana ao comentar o cenário.

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Diante do acirramento da disputa, a equipe jurídica do PT comunicou que protocolará uma manifestação oficial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (22), às 11h. A coordenação da campanha cobrou a presença do senador no órgão eleitoral para que ambas as partes efetivem o compromisso no prazo fixado.

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Ao defender a prestação de contas, Camilo Santana reforçou a cobrança ao representante do PL. “Se não tem nada a dever, que ele cumpra o que o presidente propôs. Presidente não tem nada a se opor a que ele colocou condicionantes. Amanhã às 11h estaremos no TSE para protocolar a resposta do presidente e é o prazo para ele estar la também”, afirmou o coordenador.

Para responder ao questionamento inicial, Flávio Bolsonaro atrelou a abertura de seus dados a demandas envolvendo parentes, assessores, empresas e atos de governos passados e da atual gestão de Lula. Entre os pedidos figura a autorização para quebra de sigilo de aliados próximos, a exemplo de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o “Marcola”, ex-chefe de gabinete do mandatário.

A lista apresentada pelo senador estende-se ao acesso a dados bancários e empresariais de familiares do petista, englobando Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, além de transações no exterior e negócios de outros filhos do presidente. A solicitação contempla ainda levantamentos sobre o Instituto Lula e a empresa L.I.L.S. Palestras com histórico desde 2003, acrescidos da quebra de sigilo de Frei Chico, irmão do presidente.

As exigências de Flávio Bolsonaro abrangem também desdobramentos ligados ao caso Banco Master, demandando a publicação integral do registro de visitantes do Palácio do Planalto e de detalhes do encontro entre Lula e o empresário Daniel Vorcaro, ocorrido em dezembro de 2024. Em relação ao INSS, foram solicitados esclarecimentos sobre eventuais conexões do governo com a lobista Roberta Luchsinger, cobrando dados de acesso a palácios e voos em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB).

Por fim, o documento do opositor requer a transparência de todos os gastos efetuados com o cartão corporativo da Presidência da República desde janeiro de 2023. A relação de pedidos é concluída com a exigência da divulgação completa das agendas institucionais da primeira-dama, Janja, registradas desde o início do atual mandato presidencial.

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