A empresa Bravo Grafeno, fundada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) e pelo ex‑presidente Jair Bolsonaro, foi condenada a indenizar um consumidor que não recebeu, dentro do prazo, o “capacete do Bolsonaro” adquirido em abril de 2025. A decisão foi proferida pelo 1º Juizado Especial Cível de Nilópolis, no Rio de Janeiro, após o cliente alegar sofrimento psicológico pela ausência da entrega prevista para 7 de maio de 2025.
O comprador informou que adquiriu o capacete para presentear o filho no aniversário e que, apesar do pagamento de R$ 629,76, o produto não chegou na data estipulada. O consumidor levou a demanda ao juizado, que reconheceu a falha na prestação do serviço. A juíza Elaine Cristina de Pinho fixou a indenização por danos morais em R$ 1,5 mil e determinou a restituição integral do valor pago, conforme noticiado pelo jornal O Globo.
A Bravo Grafeno recebeu a notificação judicial, mas não apresentou defesa, o que facilitou a aplicação da penalidade. Na fase de cobrança, a Justiça reteve os recursos devidos pela empresa, permitindo o pagamento ao autor da ação. Em 19 de fevereiro deste ano, a juíza substituta Alessandra Ferreira Mattos Aleixo encerrou o processo e ordenou o cumprimento da sentença, sem que os autos contenham documentos que comprovem a entrega do capacete, mesmo após o encerramento da ação.
Fundada em 2024, a Bravo Grafeno tem sede em Brasília e comercializa seus produtos exclusivamente pela internet, divulgando o capacete como item oficial do ex‑presidente. Além de Flávio e Jair Bolsonaro, o vereador Carlos Bolsonaro (PL), irmão de Flávio e eleito senador por Santa Catarina, figura como sócio da companhia, enquanto Jair Bolsonaro atua como principal garoto‑propaganda da marca.

