A aguardada estreia do novo filme da DC Studios, ‘Supergirl’, nesta quinta-feira (25), promete uma representação inédita da icônica heroína. A atriz Milly Alcock, que dá vida à personagem Kara Zor-El, e o diretor Craig Gillespie revelaram que a produção aposta em uma versão “real e imperfeita” da protagonista. A abordagem busca aproximar o público da personagem, distanciando-se do estereótipo de perfeição frequentemente associado aos heróis, visando um maior empoderamento feminino.
Segundo Craig Gillespie, a intenção de criar uma Supergirl com falhas nasceu da dificuldade de identificação com figuras heroicas idealizadas, como ele mencionou durante a passagem pelo Brasil para a divulgação do longa. Inspirada na HQ “Mulher do Amanhã”, a nova encarnação de Kara se diferencia de heroínas que já ganharam os cinemas, como a Mulher-Maravilha, a Capitã Marvel e a Viúva Negra, por sua postura inicial de descrença e imperfeição, não priorizando a missão de salvar o mundo.
Nesta versão, Kara Zor-El é descrita como festeira, desbocada e desacreditada na humanidade, repleta de falhas. Longe de desejar ser perfeita como seu primo, o Superman, ela inicialmente busca apenas fugir de seus inúmeros traumas, percorrendo o espaço ao lado de seu cão fiel, Krypto. Seu passado é marcado pela dolorosa lembrança da perda de sua família e de seu lar enquanto ainda era adolescente, um contraste com a chegada do Superman à Terra ainda bebê, sem memórias de seu planeta natal. A missão original de Kara de vir à Terra para auxiliá-lo foi interrompida por um acidente espacial, fazendo-a chegar ao planeta anos depois, apenas para descobrir que seu primo já havia crescido e estabelecido raízes entre os humanos.
A interpretação de uma heroína com tamanha bagagem emocional foi um desafio para Milly Alcock, mas o diretor Craig Gillespie expressou confiança em sua performance. Gillespie, conhecido por dirigir filmes como “Eu, Tonya” e “Cruella”, que exploram personagens complexos em busca de seu lugar no mundo, elogiou a capacidade de Alcock de entregar “performances incrivelmente complexas”, que combinam humor, sequências de ação e uma “atitude punk” visível na tela. Milly Alcock, já aclamada por seu papel como a jovem Rhaenyra em “Casa do Dragão”, ressaltou a satisfação em interpretar alguém “tão não convencional” e manifestou orgulho de que o filme seja apreciado por “jovens mulheres, jovens homens e todas as pessoas”, vendo Kara como um “ótimo exemplo de alguém que assume suas falhas”.
A jornada de Kara para abraçar o heroísmo é impulsionada pelo encontro com Ruthye, uma garotinha teimosa que surge em seu caminho com uma missão de vingança. É nesse momento que a Supergirl começa a transcender sua fuga dos problemas para buscar a descoberta de sua própria identidade. Longe da perfeição idealizada, a personagem se torna uma figura “muito mais humana do que muitos super-heróis por aí”, como apontado por Craig Gillespie, que vê essa humanidade como “muito animador e interessante”. Milly Alcock corrobora, afirmando que “todos podem se ver nela”, solidificando a mensagem de empoderamento e identificação para o público.



