Anvisa proíbe comercialização de canetas emagrecedoras irregulares importadas do Paraguai

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (15/4), a proibição da comercialização, distribuição, importação e uso de duas canetas emagrecedoras no Brasil. Os produtos, identificados como Gluconex e Tirzedral, eram provenientes do Paraguai e foram classificados como irregulares pela agência reguladora, uma vez que não possuem o devido registro sanitário no território nacional.

A decisão da Anvisa fundamenta-se na ausência de registro dos referidos produtos no Brasil. As canetas Gluconex e Tirzedral utilizam a substância tirzepatida em sua composição. Este princípio ativo já se encontra registrado no país pela farmacêutica Eli Lilly, sob o nome comercial Mounjaro, com a patente garantida até o ano de 2036. Isso significa que apenas a empresa detentora da patente possui autorização legal para produzir e comercializar medicamentos que contenham este composto no mercado brasileiro.

Qualquer versão de produto contendo tirzepatida que não esteja sob o controle e registro da empresa detentora da patente é considerada irregular perante a legislação sanitária brasileira. As canetas provenientes do Paraguai enquadram-se nesta categoria, sendo classificadas como produtos de origem desconhecida. Tal classificação impede que haja garantias sobre sua composição exata, a qualidade dos ingredientes utilizados, o processo de fabricação e, crucialmente, a segurança para os consumidores que os utilizam.

Com a determinação da Anvisa, a importação e venda desses produtos estão oficialmente vedadas no Brasil, impedindo sua entrada e circulação. No entanto, mesmo após a proibição, a oferta das chamadas “canetas paraguaias” continua a ser observada em plataformas digitais e perfis de redes sociais, que frequentemente anunciam importações diretas do Paraguai, alimentando um mercado paralelo de itens sem controle sanitário.

Diante da persistência da oferta de produtos irregulares, a Anvisa reforça que vem intensificando suas ações de fiscalização e controle para coibir a entrada desses itens sem registro no país. A agência destaca que o segmento de produtos voltados para o emagrecimento mantém alta demanda, o que, por sua vez, acaba por impulsionar e sustentar o mercado ilegal de substâncias e medicamentos não regulamentados.

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