O influencer Cesar Rincon, apontado como affair da cantora Ana Castela, gerou repercussão nas redes sociais neste domingo (21) após compartilhar um vídeo em que aparece caçando javalis. A gravação, que exibe animais sendo abatidos durante a atividade, dividiu opiniões entre os internautas e reacendeu o debate sobre a legalidade e moralidade da prática.
A controvérsia envolvendo Cesar Rincon ocorre semanas após ele e a cantora Ana Castela assumirem publicamente seu relacionamento. O casal confirmou o affair em 15 de junho através de uma publicação no Instagram, e dois dias depois, em 17 de junho, o influenciador digital já havia compartilhado um vídeo em que a artista aparecia no banco do carona de seu veículo.
Na gravação que causou a repercussão, Cesar Rincon celebrou o sucesso da empreitada, afirmando na legenda: “Dia finalizado com 124 abates! Sem caçada noturna!”. A prática de caça a javalis no Brasil é legalmente permitida, mas exclusivamente sob a forma de controle populacional, conhecida como manejo autorizado. Para tanto, é imprescindível seguir as regras estabelecidas em âmbito federal e possuir documentação específica para evitar caracterizar uma infração ambiental.
A permissão para o controle de javalis justifica-se pelo fato de o javali-europeu e seus híbridos, como o javaporco, serem classificados pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) como espécies exóticas invasoras. No território brasileiro, esses animais não possuem predadores naturais e geram impactos significativos tanto em lavouras quanto em ecossistemas nativos. Dessa forma, o controle por abate é a única medida autorizada atualmente para conter a proliferação da espécie e seus danos.
A publicação de Cesar Rincon, portanto, insere-se em um contexto de legalidade específica para o manejo de espécies invasoras, ao mesmo tempo em que provoca discussões nas plataformas digitais sobre a necessidade e os métodos da caça. A divisão de opiniões entre os internautas demonstra a complexidade do tema para o público, mesmo diante das justificativas ambientais para a prática.



