A recém-lançada série documental da Netflix, Sean Combs: The Reckoning, produzida por 50 Cent, jogou uma nova bomba no colo de Sean “Diddy” Combs. Desta vez, quem quebra o silêncio é Aubrey O’Day, ex-integrante do grupo Danity Kane, que revelou detalhes perturbadores sobre a dinâmica com o magnata da música.
No documentário, Aubrey descreve como sentiu que estava sendo “preparada” (groomed) por Diddy desde o início do reality show Making the Band. A situação teria escalado para e-mails explícitos. Em um momento chocante, a cantora lê uma suposta mensagem enviada pelo rapper: “Eu não quero apenas transar com você. Quero te dominar [turn you out]… Faço minha mulher fazer o que eu mando, e ela adora”.
Aubrey O’Day afirma categoricamente que sua demissão do grupo, seis meses depois, foi uma retaliação direta por ela não ter cedido às investidas sexuais de Combs.
O relato mais denso, no entanto, envolve uma declaração juramentada de uma testemunha ocular. O documento, lido por Aubrey na série, descreve uma cena em que a cantora estaria desacordada e nua da cintura para baixo, sendo abusada sexualmente por Diddy e outro homem. A artista, visivelmente abalada, admite não ter memória do evento: “Isso significa que fui estuprada? Eu nem sei se fui estuprada e não quero saber”.
A defesa de Diddy, que atualmente cumpre pena de 50 meses (pouco mais de quatro anos) após ser condenado por transporte para prostituição — embora absolvido das acusações de tráfico sexual e extorsão —, reagiu prontamente. Em comunicado, a equipe do rapper classificou o documentário como um “ataque vergonhoso” e acusou a Netflix de usar “imagens roubadas” e não autorizadas para sensacionalizar a vida do artista.
Enquanto Diddy segue preso em Nova Jersey tentando apelar da sentença, as novas revelações de Aubrey O’Day adicionam mais uma camada sombria ao legado do fundador da Bad Boy Records.



