Paul McCartney está abrindo o coração sobre os momentos finais de sua complexa amizade com John Lennon. Em seu novo livro, “Wings: The Story of a Band on the Run”, o lendário músico relembrou a última conversa que teve com seu ex-parceiro de banda antes do trágico assassinato de Lennon em 1980.
Conforme detalhado na publicação, McCartney considera “uma das grandes bênçãos” de sua vida o fato de seu último telefonema com John Lennon ter sido amigável. Embora ele admita lamentar que os dois nunca tenham conseguido “sentar e acertar as diferenças” pessoalmente após a turbulenta separação dos Beatles, ele encontra consolo na reconciliação que tiveram.
“Felizmente para mim, a última conversa por telefone que tive com ele foi ótima, e não tivemos nenhum tipo de explosão”, escreve McCartney no livro.
O artista, hoje com 83 anos, também descreveu o momento em que soube da morte de Lennon como “horrível”. Ele comparou o choque ao do assassinato do presidente John F. Kennedy, afirmando ser um evento que ele “ainda não absorveu” completamente.
Na manhã seguinte à tragédia, Paul McCartney conta que sua reação foi ir trabalhar. Ele, Linda McCartney e o resto da banda se reuniram no estúdio, preferindo ficar juntos e “continuar” em vez de ficarem sozinhos com o luto.



