Conheça 5 alimentos que promovem o bem-estar e saúde mental

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Salmão e chocolate

O cuidado ao escolher bem os alimentos vai além do corpo: as escolhas nutricionais certas impactam diretamente o cérebro e a estabilidade emocional. Nutrientes presentes em diferentes alimentos fornecem energia, auxiliam na produção de neurotransmissores e contribuem para manter a saúde mental e o bem-estar.

Padrões alimentares tradicionais, como a dieta japonesa washoku, mostram como a alimentação pode beneficiar a saúde mental. Rica em peixes, vegetais, arroz pouco processado, soja, algas e chá verde, essa dieta é cientificamente ligada a uma menor ocorrência de depressão.

Alguns nutrientes desempenham papel crucial na comunicação entre os neurônios e na produção de substâncias que regulam emoções, motivação e concentração. Incluir esses nutrientes na dieta é uma maneira de cuidar do cérebro e aumentar a resiliência frente ao estresse diário.

Peixes ricos em ômega-3

Peixes como salmão, sardinha e atum são excelentes fontes de ácidos graxos ômega-3, fundamentais para a estrutura das células nervosas e para a eficiência da comunicação neuronal. Essas gorduras saudáveis são essenciais, não sendo produzidas pelo organismo, devendo ser obtidas por meio da alimentação ou suplementação.

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Além disso, os ácidos graxos têm ação anti-inflamatória, importante para reduzir processos silenciosos no cérebro que podem favorecer sintomas de depressão e ansiedade.

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“Os nutrientes que ingerimos participam da produção de neurotransmissores fundamentais para o equilíbrio do humor. Quando o corpo tem matéria-prima de qualidade, o cérebro consegue funcionar de forma mais estável, trazendo mais energia, foco e resiliência emocional”, explica Sandro Ferraz, médico nutrólogo do Instituto Evollution, em São Paulo.

Oleaginosas: castanhas, nozes e amêndoas

Consumir regularmente oleaginosas, como castanhas, nozes e amêndoas, ajuda a preservar a memória, manter a atenção e reduzir sintomas de depressão. Esses alimentos são ricos em minerais e antioxidantes que fortalecem o sistema nervoso e protegem as células cerebrais.

A carência de nutrientes essenciais, por sua vez, pode aumentar a predisposição a transtornos mentais. Paula Alves, nutricionista especializada em nutrição clínica funcional, em Belo Horizonte, ressalta que a falta de vitaminas e minerais compromete a produção de neurotransmissores.

A falta de “combustível” adequado para o cérebro é um fator de risco comprovado para transtornos de humor. “As deficiências mais importantes envolvem vitaminas do complexo B (especialmente B12 e folato), vitamina D, magnésio, zinco e ferro — nutrientes fundamentais para a produção de neurotransmissores e para a proteção das células nervosas”, explica Paula Alves.

Banana e abacate

Banana e abacate são fontes de triptofano, um aminoácido essencial para a síntese de serotonina, neurotransmissor responsável pela regulação do humor, do sono e do apetite. O abacate ainda oferece gorduras monoinsaturadas, consideradas saudáveis por apresentarem uma única ligação dupla em sua molécula.

Essas gorduras saudáveis auxiliam na circulação sanguínea cerebral, enquanto a banana oferece energia rápida para o corpo e para o cérebro. Por isso, incluir essas frutas na alimentação diária ajuda a manter o bem-estar e a prevenir oscilações de humor, especialmente em momentos de maior estresse.

Verduras escuras

Verduras como couve, espinafre, rúcula e brócolis são ricas em ácido fólico e vitaminas do complexo B, nutrientes fundamentais para a produção de neurotransmissores como dopamina e serotonina.

As fibras desses vegetais também trazem benefícios para o intestino, que está intimamente conectado à saúde mental por meio do eixo intestino-cérebro. Uma alimentação rica em verduras escuras apoia tanto a função cerebral quanto a digestão e a absorção de nutrientes.

Chocolate amargo

O chocolate com alto teor de cacau reúne antioxidantes, triptofano e magnésio, nutrientes que auxiliam na produção de neurotransmissores relacionados ao prazer e à motivação. Consumido em pequenas quantidades, estimula a liberação de endorfinas e dopamina, proporcionando sensação de prazer e alívio do estresse.

Consumido com moderação, o chocolate amargo pode integrar uma alimentação equilibrada, oferecendo benefícios à saúde emocional sem prejudicar a dieta.

Suplementação e hábitos para a saúde mental

Além de uma boa alimentação, certos hábitos contribuem para potencializar os efeitos da dieta na saúde mental. Dormir adequadamente, praticar exercícios físicos, manter relações sociais saudáveis e reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados ajudam no bom funcionamento do cérebro e diminuem a predisposição a transtornos emocionais.

Quando a alimentação e os hábitos saudáveis não são suficientes ou existem deficiências nutricionais, a suplementação pode ser um recurso complementar. O médico nutrólogo Danilo Matsunaga, especialista em emagrecimento e reposição hormonal em São Paulo, afirma que os suplementos podem auxiliar no manejo da depressão.

“A suplementação apresenta efeitos mais evidentes em pessoas com deficiências comprovadas. Por exemplo, o ômega-3 EPA possui respaldo científico como coadjuvante no tratamento da depressão, e a correção de baixos níveis de vitamina D ou B12 pode melhorar sintomas em alguns pacientes. Porém, não substitui o tratamento médico convencional”, explica Matsunaga.

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