Quatro indivíduos arrombaram a residência da família Matsunaga na tarde de quarta‑feira (14) em Pinheiros, zona oeste de São Paulo, com o objetivo de roubo. O imóvel pertence a Mitsuo Matsunaga e Misako Kitano, pais de Marcos Matsunaga, empresário assassinado e esquartejado por sua esposa Elize em maio de 2012. Na ocasião do assalto, avós e neta não se encontravam na casa.
A Polícia Militar foi acionada e, ao chegar ao local, deteve um dos suspeitos no térreo, conforme informações da Secretaria de Segurança Pública. Três funcionários que estavam trancados em um cômodo foram resgatados, enquanto os policiais localizaram os demais invasores, desencadeando confronto. Dois dos assaltantes foram mortos no próprio local e o terceiro foi socorrido à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Lapa, mas não sobreviveu aos ferimentos.
Um homem de 39 anos foi preso em flagrante e permanece à disposição da Justiça. Um policial militar ficou ferido no ombro e foi encaminhado ao Hospital das Clínicas, onde segue sob cuidados médicos. As armas apreendidas foram recolhidas e a perícia foi imediatamente acionada para analisar o cenário.
O caso foi registrado como roubo a residência no 14º Distrito Policial de Pinheiros, que solicitou apoio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A corporação também abriu um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar a conduta dos agentes envolvidos na operação.
Marcos Matsunaga, então presidente da empresa de alimentos Yoki, foi morto em 19 de maio de 2012, aos 42 anos. Elize Matsunaga confessou ter atirado na cabeça do marido e, posteriormente, desmembrado o corpo em sete partes, cujos restos foram encontrados em Cotia. Ela alegou que o crime ocorreu sob forte emoção, após descobrir uma suposta traição e sofrer agressões do marido, que teria ameaçado matá‑la e retirar a guarda da filha.
Em dezembro de 2016, Elize foi condenada pelo júri a 19 anos e 11 meses de prisão por homicídio qualificado, destruição e ocultação de cadáver; o Superior Tribunal de Justiça reduziu a pena para 16 anos e três meses em 2019. A filha do casal, então com cerca de um ano, passou a viver com os avós paternos e, desde então, a mãe tenta retomar contato por meio da Justiça.
Após cumprir quase dez anos de reclusão, Elize saiu da Penitenciária de Tremembé em maio de 2022, em liberdade condicional. Na ocasião, declarou por meio de seu advogado: “Infelizmente não posso consertar o que se passou, o erro que cometi. Estou tendo uma segunda chance, infelizmente o Marcos não. Mas eu acredito na espiritualidade, que ele já tenha me perdoado e peço isso todas as vezes em minhas orações”. Ela também foi vista exibindo um cartaz na saída do presídio André Bias, conforme registro da TV Vanguarda.



