Sérgio Fialho propõe ‘recreio ativo’ para substituir celulares nas escolas

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Créditos/Reprodução Internet

Desde 2025, o uso de celulares e outros aparelhos eletrônicos pessoais é restringido durante aulas, recreios e intervalos nas escolas brasileiras de educação básica, com as exceções previstas em lei. Diante desse cenário, o bicampeão Mister Universo Sérgio Fialho defende que essa mudança seja acompanhada por uma política nacional de “recreio ativo”, com incentivo a esportes, brincadeiras coletivas e movimento nos intervalos.

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A proposta também se baseia em sua experiência pessoal. Fialho afirma que viveu uma rotina marcada pelo excesso de telas e pouco movimento antes de encontrar no esporte uma forma de reorganizar hábitos. “Eu sei o que é ficar preso às telas. O esporte mudou minha rotina e me devolveu disciplina, movimento e direção. Por isso, quando olho para uma criança sem celular no recreio, penso que não basta tirar a tela. É preciso oferecer alguma coisa no lugar”, afirma.

A intenção da medida não é transformar o intervalo em uma segunda aula obrigatória de Educação Física, mas ampliar as possibilidades nas unidades de ensino. A ideia é aproveitar pátios, quadras e outros espaços para jogos, circuitos e esportes adaptados, respeitando a estrutura de cada local e a idade dos estudantes. “Se a criança guarda o celular e continua parada, a gente perdeu uma oportunidade. O recreio pode voltar a ser um espaço de movimento, convivência e descoberta”, destaca Fialho.

O debate também é fundamentado por exemplos internacionais. Em Portugal, uma avaliação governamental associou regras mais restritivas a smartphones ao aumento da socialização e do uso de espaços de jogos. Na Finlândia, o programa Schools on the Move atua para incorporar o movimento à rotina escolar por meio de mudanças em espaços, equipamentos e atividades, sem concentrar a prática física apenas nas aulas formais.

Para Fialho, o “recreio ativo” atua como um complemento à restrição dos aparelhos eletrônicos. “Não é sobre transformar toda criança em atleta. É sobre devolver opções que foram desaparecendo: correr, jogar, brincar e conviver. Tirar o celular foi um primeiro passo. Agora precisamos fazer esse tempo voltar a pertencer às crianças”, conclui.

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