O empresário Lásaro do Carmo Jr., ex-presidente da Jequiti, questionou a consistência do faturamento bilionário divulgado pela WePink, empresa de cosméticos fundada por Virginia Fonseca e Samara Pink. As declarações foram feitas durante sua participação no podcast Made In Brasil.
Durante o programa, o executivo argumentou que atingir R$ 1 bilhão em vendas de forma pontual é um cenário possível, mas que a manutenção desse patamar exige uma infraestrutura complexa e de grande porte. Lásaro destacou que a WePink opera sem fábrica própria e utiliza fornecedores terceirizados.
“Você bater um bi, uma vez pode ter acontecido. Mas você ter um bi consistente de faturamento, no mercado de hoje, sem fábrica própria, com grande parte do portfólio sendo maquiagem e perfumaria… E eu sei onde ela produz maquiagem. Essa empresa não tem capacidade para fazer duzentos milhões. Não tem”, afirmou Lásaro.
O empresário justificou sua análise afirmando conhecer a cadeia de fabricantes terceirizados do setor de cosméticos no Brasil. Segundo ele, produtos de maquiagem e perfumaria demandam alto controle de qualidade e alta capacidade produtiva.
Além da questão industrial, Lásaro apontou limitações no contingente operacional. De acordo com sua estimativa, uma empresa para sustentar um faturamento bilionário necessitaria de uma força de trabalho de cerca de 1.500 pessoas para suprir as demandas operacionais e logísticas.



