Filme da Netflix aborda o crime de Elize e Marcos Matsunaga

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Créditos/Reprodução Internet

O longa-metragem “Elize: Sombras de Uma Mulher”, disponível na plataforma Netflix, apresenta uma adaptação dramática sobre o assassinato do empresário Marcos Kitano Matsunaga por sua esposa, Elize Matsunaga, ocorrido em maio de 2012. Com direção de Felipe Vellas e roteiro assinado por Raphael Montes e Mariana Torres, a produção aborda os acontecimentos sob a perspectiva psicológica da ré. O elenco principal conta com Lorena Comparato no papel de Elize e Henrique Kimura no de Marcos, além das atuações de Denise Weinberg, Miwa Yanagizawa e Julia Shimura.

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Origens do casal e o crime em 2012

Marcos Kitano Matsunaga era herdeiro da empresa de alimentos Yoki, criada por seu avô. Elize nasceu no município de Chopinzinho, no Paraná, foi criada por avós e tia, formou-se em enfermagem e trabalhou como acompanhante de luxo em São Paulo, cidade onde conheceu Marcos quando ele ainda era casado. O casal viveu junto por cerca de três anos até o divórcio dele se concretizar, casando-se em seguida e tendo uma filha chamada Helena.

Em 19 de maio de 2012, após contratar um detetive particular que comprovou a infidelidade do marido, Elize atirou contra Marcos no apartamento onde moravam em São Paulo. Na sequência, esquartejou o corpo, colocou os restos mortais em sacos plásticos e malas, e fez o descarte à beira de uma estrada em Cotia, na Grande São Paulo. Câmeras do edifício registraram Marcos buscando uma entrega de pizza na entrada do prédio e, posteriormente, Elize transportando as malas pelo elevador.

Investigação, julgamento e situação atual

Inicialmente, Elize comunicou o desaparecimento do marido alegando que ele havia deixado o apartamento com roupas e dinheiro. A localização do corpo por moradores em Cotia e a checagem dos registros do sinal de celular levaram à prisão e à confissão de Elize em junho de 2012. A perícia concluiu que Marcos ainda não estava morto no início do desmembramento, sustentando a tese de meio cruel, detalhe que o filme preferiu não retratar diretamente.

No julgamento realizado em dezembro de 2016, Elize foi condenada por homicídio e por destruição e ocultação de cadáver. A defesa argumentou legítima defesa e violenta emoção decorrente de agressões e ameaças sobre a guarda da filha, enquanto a acusação apontou premeditação. A pena inicial de 19 anos, 11 meses e 1 dia foi reduzida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2019 para 16 anos e 3 meses devido à confissão.

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Elize cumpriu a maior parte da pena na penitenciária de Tremembé e obteve livramento condicional em maio de 2022. Desde então, reside no interior de São Paulo. A guarda de Helena foi concedida aos avós paternos no início do processo judicial, e Elize perdeu o poder familiar, não mantendo contato com a filha.

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Licenças poéticas e contexto audiovisual

De acordo com as informações sobre a obra, a produção não atua como reconstituição documental, operando como um drama psicológico. A narrativa condensa cronologias reais, constrói cenas da infância de Elize sem correspondência documental exata e evita apresentar detalhes forenses. O roteiro também opta por não emitir veredito sobre a premeditação do crime.

O caso já foi retratado em outros projetos audiovisuais, como a série documental “Elize Matsunaga: Era Uma Vez um Crime” (2021) e a produção “Tremembé” (2025). O filme é assinado pela produtora Boutique Filmes.

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