Maria Rita relata como descobriu a real causa da morte da mãe, Elis Regina

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Créditos: Imagem/Divulgação

A cantora Maria Rita compartilhou, em entrevista ao programa “Conversa Vai, Conversa Vem”, detalhes sobre a descoberta da verdadeira causa da morte de sua mãe, a icônica Elis Regina. A revelação veio à tona quando Maria Rita tinha apenas 13 anos, em um contexto de silêncio e tabu familiar em torno do assunto. Por muitos anos, a artista viveu com uma versão infantilizada dos fatos, que a deixava inquieta.Desde a infância, Maria Rita foi informada de que a partida de Elis Regina se deu por um “dodóizinho no coração”. Essa explicação, no entanto, nunca a convenceu plenamente, impulsionando-a a buscar respostas por conta própria. Na pré-adolescência, ciente de que o tema era proibido dentro de casa, ela decidiu investigar. O ambiente doméstico mantinha um pacto implícito de não falar sobre o ocorrido, tornando a busca por informações um desafio pessoal para a jovem.A oportunidade surgiu durante uma viagem do pai, quando a avó cuidava dela e dos irmãos. Foi nesse período que a menina encontrou, escondido no fundo de um armário, um pequeno livro biográfico sobre Elis Regina. Ela passou a lê-lo secretamente, sem saber que sua avó, ao arrumar o quarto, havia notado. Mesmo percebendo a delicadeza da situação, a avó optou por não intervir na descoberta da neta. A leitura culminou em uma noite, sozinha no quarto, com a “última frase do livro”, que gerou uma reação “um pouco violenta” em Maria Rita.Naquele instante crucial, a avó abriu a porta do quarto e observou Maria Rita, que questionou: “Vó, é verdade?”. Um pacto silencioso nasceu da troca de olhares, onde a cantora compreendeu que a avó sabia de sua leitura e a permitira. Esse entendimento selou uma nova dinâmica entre elas, com a avó passando a confidenciar aspectos da realidade familiar. A descoberta inicial confundiu a cabeça de Maria Rita, que cresceu em meio a campanhas antidrogas e questionava a imagem de sua mãe, pensando: “Mas é minha mãe. Ela era péssima?”. Anos mais tarde, uma amiga próxima de Elis a ajudou a ressignificar a história, esclarecendo que a morte foi uma “fatalidade” e que Elis Regina não tinha a relação com drogas que muitos imaginavam, sendo “careta” e “completamente apaixonada” pela filha.A revelação não só mudou a percepção de Maria Rita sobre a mãe, mas também sua própria relação com substâncias. A artista declarou ser “careta com orgulho” em relação às drogas, embora tenha feito uma ressalva quanto ao álcool. Esta não foi a única confissão da entrevista, na mesma conversa, Maria Rita também abordou o estresse pós-traumático que ainda afeta seu contato com a vasta obra musical de Elis Regina, um reflexo do longo e complexo processo de lidar com o legado e a partida precoce de sua mãe.

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