Rock in Rio mira em grandes nomes internacionais para próximas edições

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Créditos: Imagem/Divulgação

O Rock in Rio já projeta um futuro ambicioso para suas próximas edições no Brasil, com foco em trazer artistas de renome global. O vice-presidente artístico da Rock World, Zé Ricardo, revelou a lista de desejos da organização, que inclui figuras como Adele, Beyoncé, Rihanna e Paul McCartney. A intenção é enriquecer ainda mais a programação do festival, apesar da complexidade logística envolvida na negociação desses contratos de alto perfil.

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A busca por esses grandes nomes internacionais demonstra o contínuo empenho do Rock in Rio em oferecer ao público experiências culturais e musicais de ponta. Segundo Zé Ricardo, há um interesse recíproco por parte dos artistas em se apresentar no evento. Contudo, o principal entrave para a concretização dessas contratações reside no desafio de alinhar as agendas globais dos músicos, uma tarefa que exige uma complexa engenharia de produção. “É tanta gente. Adele, Beyoncé, Rihanna… são artistas que a gente tem muita vontade de trazer, que a gente batalha muito e que também querem tocar no festival”, afirmou.

Entre os alvos mais cobiçados, a cantora britânica Adele se destaca como uma meta inédita para o público carioca. Conhecida por hinos como “Hello”, ela nunca se apresentou em nenhuma versão do Rock in Rio, e a organização ainda pondera sobre a disposição da artista para encarar festivais desse porte. Em contrapartida, Beyoncé, com sucessos como “Halo”, e Rihanna, voz de “Diamonds”, já participaram de edições anteriores do evento. Outro nome prioritário é Paul McCartney, ex-Beatle, que já se apresentou na versão de Lisboa sob o comando da produtora, mas ainda não marcou sua estreia no palco principal do Rio.

“É um cara que a gente sempre sonhou trazer e que sempre fica perto por dias, por meses”, contou Zé Ricardo, mencionando clássicos da carreira do artista como “Live And Let Die”. Além das ambições futuras, o curador também defendeu a curadoria da edição de 2026, que já tem confirmados o grupo de K-pop Stray Kids no Palco Mundo e Jamiroquai no Palco Sunset, ambos para o dia 11 de setembro. Ele explicou que a mistura de estilos é proposital, funcionando como uma estratégia comercial para acolher públicos de diferentes faixas etárias. Essa abordagem surgiu de um aprendizado da edição de 2024, quando uma noite focada no trap com Travis Scott gerou certo desconforto para os pais que acompanhavam os adolescentes. “Os pais sofreram um pouco realmente, ficaram sem um porto seguro”, comentou, reforçando a meta de garantir um ambiente confortável para as famílias.

A estratégia de diversificação e a aposta em grandes nomes têm sido bem-sucedidas no aspecto comercial. Zé Ricardo celebrou a rápida venda de ingressos, citando que os dias de Calvin Harris e Maroon 5 esgotaram rapidamente, e que o dia do Stray Kids caminha para o mesmo resultado. O debate sobre a presença de gêneros como o pop na grade do festival não é novo, sendo um tema recorrente já abordado por executivos como Roberta Medina, que em ocasiões anteriores rebateu críticas sobre a suposta falta de rock no evento.

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