A cantora Luísa Sonza voltou a se manifestar publicamente sobre o processo por danos morais relacionado a um episódio de racismo ocorrido em 2018. A discussão foi retomada durante sua participação no programa “Desculpa Alguma Coisa”, exibido na plataforma YouTube, onde a artista detalhou as reflexões e aprendizados que obteve com o caso que a envolveu.
O incidente que originou a ação judicial aconteceu em 2018, durante um festival em Fernando de Noronha. Na ocasião, a advogada Isabel Macedo de Jesus alegou ter sido confundida por Luísa Sonza com uma funcionária do evento e solicitada a lhe servir água, atitude que a advogada interpretou como motivada pela cor de sua pele. O caso veio a público em 2020, e a cantora negou as acusações inicialmente.
Em suas declarações mais recentes, Luísa Sonza afirmou ter amadurecido após o ocorrido, o que a levou a uma melhor compreensão de seu papel como mulher branca na sociedade. A artista enfatizou que as mudanças de comportamento devem ser demonstradas por meio de atitudes concretas, preferindo não utilizar ações sociais como forma de justificar erros passados. Contudo, ela revelou que apoia há sete anos o projeto TPM (Todas Podem Mixar), iniciativa voltada principalmente para mulheres pretas.
A cantora também compartilhou sua reflexão sobre o impacto de suas atitudes, especialmente em seu papel social. Luísa Sonza relatou ter ficado surpresa ao se ver como “a vilã” da história, embora não tivesse a intenção de cometer um ato racista na época, aos 18 anos. Ela pontuou que o mais importante “não é sobre mim, é sobre o outro. É sobre como o outro se sente”, e que seu comportamento deve contribuir para não perpetuar estruturas racistas, elitistas e machistas.
O processo judicial, que tramitou em segredo de Justiça, foi oficialmente encerrado em agosto de 2023, após um acordo que previu o pagamento de uma indenização. Anteriormente, em outubro de 2022, Luísa Sonza já havia reconhecido publicamente o erro, pedido desculpas e se comprometido a reparar suas atitudes. A artista reforça a importância de estar em constante atualização, buscando “o melhor” e reiterando que “a melhor justificativa ou a melhor desculpa são as atitudes”, e que a luta contra o racismo é um dever intrínseco das mulheres brancas.



