O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, foi homenageado com camisas do Corinthians Paulista no último sábado (20). A entrega ocorreu em um evento na metrópole americana, celebrando sua recente menção ao ex-jogador Sócrates e ao movimento da Democracia Corinthiana em um vídeo oficial divulgado pela prefeitura na semana anterior.
A homenagem ao líder político norte-americano foi motivada pela sua fala sobre o legado de Sócrates e a importância da Democracia Corinthiana. Em seu pronunciamento, Zohran Mamdani abordou a preparação para a Copa do Mundo de 2026, que terá os Estados Unidos como um dos países-sede, e ressaltou o papel do futebol como elemento de união e resistência em momentos históricos.
Em sua declaração, Zohran Mamdani afirmou ter “pensado ultimamente sobre Sócrates, não o antigo filósofo grego, mas o maestro do meio-campo brasileiro”. Ele contextualizou que Sócrates atuou pelo Brasil durante os anos de 1970 e 1980, incluindo a Copa do Mundo de 1982, onde capitaneou a seleção em um período desafiador de ditadura militar no Brasil. O prefeito destacou que, no Corinthians, Sócrates e seus companheiros implementaram o “experimento de autogoverno chamado Democracia Corinthiana”, no qual “quer você fosse o centroavante estrela ou trabalhava na lavanderia, você tinha um voto”.
Mamdani enfatizou que, enquanto a ditadura militar “estava torturando e assassinando seus cidadãos”, Sócrates “liderou os jogadores para o campo, usando jaquetas com as palavras ‘Eu quero votar para presidente’ nas costas”. Ele concluiu que, ao se prepararem para celebrar a Copa do Mundo em Nova York, celebram “o esporte que deu a milhões de pessoas em todo o mundo (…) um senso de pertencimento, uma conexão com seu vizinho, um sentimento de solidariedade compartilhada”. Para o prefeito, o futebol “criou movimentos, ajudou a derrubar ditadores” e “por 90 minutos de cada vez, não apenas nos permitiu esquecer nossos problemas, mas encontrar maneiras de superá-los”.
A Democracia Corinthiana, símbolo da resistência democrática no futebol brasileiro, surgiu no início da década de 1980, tendo como principal bandeira a luta pela redemocratização do país e o retorno das eleições presidenciais diretas. O movimento foi liderado por craques como Sócrates, Wladimir Rodrigues dos Santos, Walter Casagrande e Zenon. Além disso, inovou no esporte ao adotar um sistema de gestão em que todas as decisões do dia a dia do Corinthians Paulista eram discutidas e votadas coletivamente, com o voto de jogadores, comissão técnica e funcionários tendo o mesmo valor.



