O jogador Ramin Rezaeian, lateral-direito da seleção iraniana e atleta do Esteghlal, marcou o primeiro gol do Irã na Copa do Mundo de 2026. O gol de empate ocorreu durante uma partida contra a Nova Zelândia, consolidando a importância de Rezaeian como uma das figuras mais proeminentes do futebol asiático. Aos 36 anos, o atleta continua a ser um nome chave em sua equipe e na seleção nacional, com uma carreira marcada por momentos dentro e fora dos gramados.
Nascido em 21 de março de 1990, em Semes Kandeh-ye Olya, no norte do Irã, Ramin Rezaeian construiu uma carreira sólida em diversos clubes iranianos e do Oriente Médio antes de buscar oportunidades na Europa. Sua trajetória inclui passagens por equipes como Saba Qom, Rah Ahan, Persepolis, Al Shahania, Al-Duhail, Al-Sailiya e Sepahan. Sua experiência no Oostende, na Bélgica, foi sua primeira incursão europeia, revelando um contraste: enquanto era tratado como celebridade em seu país, era um atleta pouco conhecido no cenário belga, destacando a magnitude de sua popularidade doméstica.
A fama de Rezaeian no Irã era tanta que, em 2018, ele ganhou o apelido de ‘CR7 do Irã’. Essa alcunha era atribuída não apenas ao seu talento em campo, mas também à sua forte presença nas redes sociais, seu estilo de modelo, sua vaidade com penteados e roupas, e até mesmo suas comemorações que remetiam às de Cristiano Ronaldo. Naquela época, ele acumulava 1,2 milhão de seguidores no Instagram e era descrito por colegas como extrovertido, confiante e com uma personalidade ‘marrenta’ nos treinos, características que contribuíram para sua imagem pública.
Dentro de campo, Ramin Rezaeian era reconhecido em sua juventude pela velocidade, força física, capacidade de fazer longas arrancadas, habilidade em bolas paradas e uma notável chegada ao ataque. Essas qualidades o tornaram uma escolha frequente para o técnico Carlos Queiroz na lateral direita durante as eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018. Sua carreira na seleção iraniana também inclui a participação no Mundial de 2022, no Catar, onde foi autor de um gol na vitória de 2 a 0 do Irã sobre o País de Gales. Atualmente, embora mantenha menos de sua condição física anterior, é considerado um jogador mais cerebral e taticamente inteligente.
A carreira de Rezaeian também foi pontuada por episódios curiosos fora dos gramados, que refletem as particularidades culturais do Irã. Em dezembro de 2024, ele foi acionado pelo comitê de ética da Federação Iraniana por ter abraçado uma torcedora antes de uma partida do Campeonato Iraniano. O incidente gerou grande repercussão, uma vez que a lei islâmica, vigente no país desde 1979, proíbe o contato físico entre homens e mulheres que não sejam membros da mesma família. Esse acontecimento ocorreu poucos meses após seu companheiro de equipe no Esteghlal, o goleiro Hossein Hosseini, ser suspenso e multado por uma situação semelhante, evidenciando os desafios regulatórios e culturais enfrentados pelos atletas iranianos.



