Cara Delevingne compartilha detalhes de sua trajetória pessoal e profissional

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Créditos: Imagem/Divulgação

A modelo e atriz Cara Delevingne abordou diversos aspectos de sua trajetória pessoal e profissional em uma recente participação no podcast “Call Her Daddy”. A artista compartilhou detalhes sobre a descoberta de sua orientação sexual, os desafios enfrentados na indústria da moda e sua batalha contra a depressão e a dependência química.

Durante a entrevista, Delevingne relembrou ter abandonado os estudos na adolescência devido a um período de intensa depressão. Segundo ela, a decisão foi motivada pela necessidade de preservar sua saúde mental, não por ambições profissionais na moda. Posteriormente, a artista foi descoberta em uma rave, o que impulsionou sua entrada no universo da moda, onde, inicialmente, encarou a oportunidade com certo ceticismo.

A experiência de Cara Delevingne no mundo da moda, especialmente durante os desfiles para a Victoria’s Secret, foi marcada por um profundo desconforto. A modelo, que desfilou pela primeira vez para a marca em 2012, admitiu que o ambiente não era agradável para ela, pois não se identificava com a imagem ultrafeminina e sexy que era esperada. Ela revelou que estava “no armário” na época e questionava se era a única lésbica a desfilar para a empresa. A descoberta de sua sexualidade foi um processo gradual, auxiliado por experiências com amigas, muitas das quais se identificavam como heterossexuais. Delevingne explicou que a segurança nesses relacionamentos a permitiu compreender melhor sua orientação.

Além disso, a atriz relembrou um encontro perturbador com o produtor Harvey Weinstein, que a teria intimidado ao insinuar que seus relacionamentos com mulheres prejudicariam sua carreira em Hollywood, questionando se ela “estava dormindo com elas” e afirmando que ela “nunca seria atriz” se continuasse com mulheres. Sua infância também foi abordada, com Cara detalhando os momentos em que sua mãe esteve internada em centros de reabilitação. A falta de explicações sobre o paradeiro da mãe levou Delevingne a acreditar que ela havia morrido, culminando em uma “greve de fome” aos sete anos como forma de controle. A própria artista também enfrentou uma severa dependência química, consumindo GBL e GHB diariamente e utilizando cocaína para se manter acordada. Ela percebeu a gravidade do problema ao usar as substâncias sozinha, sentindo-se livre de julgamentos, o que a fez “desaparecer”. As preocupantes fotos registradas no festival Burning Man, em 2022, foram tiradas após uma convulsão causada pelo uso de drogas, um vício que ela subestimava. Nesse período, Cara reencontrou e iniciou um relacionamento com sua atual namorada, Minke, sendo transparente sobre sua luta contra a dependência desde o início.

Atualmente em processo de sobriedade, Cara Delevingne revelou que, mesmo no auge de sua fama, enfrentou pensamentos suicidas, sentindo culpa e a crença de que não merecia o sucesso. O ponto de virada ocorreu ao ouvir uma música tocada no funeral de um amigo que morreu de overdose, levando-a a questionar suas escolhas e a jogar todas as drogas no vaso sanitário. Esse momento marcou o início de sua busca por ajuda e recuperação. Agora, Delevingne está dedicada à carreira musical, tendo lançado os singles “I Forgot” e “Out of My Head”, que antecedem seu primeiro álbum. A artista expressou o desejo de transformar a dor e as experiências vividas em arte, buscando clareza e confiança para seu futuro.

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