O tratamento de Preta Gil (1974-2025) contra o câncer ganhou novos detalhes no documentário “Preta – Eu Não Ando Só”, exibido pelo Globoplay. A produção revelou como a infidelidade de seu ex-marido, Rodrigo Godoy, impactou seu estado de saúde enquanto ela enfrentava um câncer colorretal, diagnosticado em janeiro de 2023. Amigos próximos da artista quebraram o silêncio e descreveram os desafios adicionais impostos à cantora em um dos momentos mais vulneráveis de sua vida, culminando na separação oficial em maio de 2023.
A cantora Preta Gil havia recebido o diagnóstico de câncer colorretal em janeiro de 2023 e, nesse período, estava no início de suas sessões de quimioterapia. Enquanto se dedicava à árdua batalha contra a doença, a artista também vivenciava a dor da infidelidade conjugal, uma situação que ocorria dentro de sua própria residência. Esse cenário de extrema fragilidade emocional e física marcou o início de seu tratamento, adicionando uma camada de sofrimento pessoal ao desafio médico.
No documentário, a atriz Carolina Dieckmann, uma das amigas mais próximas de Preta Gil, descreveu o choque provocado pela descoberta da traição. Segundo Dieckmann, o abalo psicológico foi um fator determinante no agravamento do quadro de saúde da cantora. Ela chegou a afirmar que a revelação da infidelidade foi “uma porrada maior que o câncer”, ressaltando que “a doença da Preta tem um agravante muito grande, que eu nem sei te dizer o tamanho. Foi vir junto com o fim do casamento do jeito que foi. Naquele momento, foi uma porrada maior que o câncer”. A própria Preta Gil, em diversas ocasiões, havia relatado publicamente o impacto devastador que a deslealdade de Rodrigo Godoy causou em seu emocional.
Diante do abandono emocional que Preta Gil vivenciava, o apresentador e influenciador Gominho decidiu tomar uma medida drástica de apoio. Ele se mudou de sua residência em Salvador para a casa da amiga no Rio de Janeiro, assumindo a responsabilidade pela organização da rotina e dos cuidados médicos da artista durante suas sessões de quimioterapia. Gominho corroborou a análise de Carolina Dieckmann, explicando a urgência de sua mudança: “Era o ex-marido traindo, ela fazendo quimio. Não tinha jeito, eu tive que ir para lá. Cheguei e vi que o Rodrigo não estava presente… E eu conheço ela. Não pensei duas vezes, porque ela não suportava estar sozinha. Fomos com a intenção de estar com ela, organizando a vida dela.”
O cenário de fragilidade, agravado pela traição e a necessidade de apoio incondicional, foi fundamental para que Preta Gil pudesse seguir com seu tratamento. Após mais de três anos de luta, marcada por momentos de grande dificuldade, mas também por força e superação, e pelo amparo de sua rede de afetos, Preta Gil faleceu em julho de 2025. Seu legado permanece como um exemplo de coragem, transparência e amor-próprio, inspiração para muitos que acompanharam sua jornada.



