Últimos passageiros de navio com casos de hantavírus desembarcam na Espanha

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Créditos: Imagem/Divulgação

Os últimos passageiros do cruzeiro MV Hondius, que registrou casos de hantavírus a bordo, desembarcaram nesta segunda-feira (11) em Tenerife, nas Ilhas Canárias, na Espanha. Após a retirada de todos os ocupantes, a embarcação, operando com uma tripulação reduzida, iniciou sua jornada em direção à Holanda, onde será submetida a um processo de desinfecção rigoroso para garantir a segurança sanitária.

O navio havia partido de Ushuaia, na Argentina, no início de abril, transportando cerca de 150 pessoas de mais de 20 nacionalidades. A crise sanitária a bordo escalou após o registro da primeira morte em 11 de abril, perto do arquipélago Tristão da Cunha. Ao todo, três pessoas faleceram em decorrência do surto, com duas mortes já confirmadas como sendo causadas por hantavírus.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou nesta segunda-feira (11) um novo balanço, totalizando nove casos: sete confirmados e dois ainda sob suspeita. Entre os casos mais recentes, uma mulher de nacionalidade francesa, repatriada após o desembarque, testou positivo para o vírus e seu estado de saúde tem piorado. Ela teve contato com outras 22 pessoas na França, que agora estão sob monitoramento. Além disso, um cidadão espanhol está em quarentena em Madri e também testou positivo, embora sem apresentar sintomas e aguardando um segundo exame confirmatório. A OMS reforça que a transmissão de pessoa para pessoa é rara, ocorrendo apenas em situações de contato muito próximo.

A operação de desembarque foi monitorada de perto por equipes da Organização Mundial da Saúde, com a participação pessoal do diretor-geral, Tedros Adhanom. Vinte e dois cidadãos britânicos, repatriados na noite anterior, estão atualmente isolados em um hospital próximo à cidade de Liverpool, a mesma unidade que recebeu os primeiros pacientes de Covid-19 em 2020. Todos os passageiros que deixaram o navio estão passando por uma série de exames e testes antes de serem liberados para retornar aos seus países de origem. A OMS recomendou um período de isolamento de 42 dias para todos aqueles que estavam a bordo e que foram repatriados.

Em uma mensagem, o capitão do MV Hondius expressou gratidão à tripulação e aos passageiros pela “paciência e disciplina” demonstradas desde a descoberta do vírus, descrevendo as últimas semanas como “extremamente desafiadoras”. Ele também ressaltou ter testemunhado “o carinho, a união e a força silenciosa entre todos a bordo”. Cerca de 30 pessoas da tripulação permanecerão no navio, responsáveis por finalizar o traslado até Roterdã, onde a embarcação será submetida ao processo de desinfecção completo.

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